sexta-feira, 10 de abril de 2015

Irmãos mais velhos são mais quadrados

 10 de abril de 2015
familia
Os primogênitos podem até ser mais inteligentes. Mas são conservadores que só.
É o que diz uma pesquisa de psicólogos da Universidade Católica de Milão. Eles recrutaram 96 famílias italianas, entrevistaram os pais e os dois filhos dos casais. No total, 384 pessoas participaram do estudo. A ideia era descobrir quanto cada um deles era contrário a mudanças e o que pensavam sobre ordemtradição e outras pistas que entregassem uma personalidade conservadora.
E, sim, os mais velhos geralmente são mais caretas. Por eles, melhor se tudo ficar como sempre foi, sem grandes surpresas. “Primogênitos, por serem mais fortes e intelectualmente mais desenvolvidos do que os mais novos, ocupam uma posição dominante. Eles querem guardar essas vantagens e, por isso, desenvolvem valores conservadores para manter o próprio status quo”, diz Daniela Barni, uma das autoras da pesquisa. E aí constroem sua personalidade com base nessas ideias.
Você concorda?

10 chefes de Estado mais ricos do mundo

10 chefes de Estado mais ricos do mundo

 10 de abril de 2015
Por Raquel Sodré
Os chefes de Estado, sem dúvida, estão no grupo das pessoas mais importantes e influentes do mundo. Eles são o centro das decisões e têm dedo em tudo que acontece na nossa vida – de forma mais ou menos direta. Também frequentam os eventos mais high profile, se relacionam com as pessoas mais importantes do mundo, viajam, têm incalculáveis regalias.
Mas uma coisa que é bastante calculável é a riqueza de cada um deles. Alguns presidentes possuem um patrimônio que é maior do que o PIB de muitos países. A nossa presidenta, Dilma Rousseff, com seus R$ 1,75 milhão em bens, estaria, digamos, na classe C do mundo. Veja, abaixo, a lista dos presidentes mais ricos do mundo em 2015.

10. Nursultan Nazarbayev – Cazaquistão
US$ 1 bilhão
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Nazarbayev é o presidente do Cazaquistão desde 1989, quando foi nomeado Primeiro Secretário do Partido Comunista da SSR Cazaque. Ele foi o primeiro presidente eleito depois da independência do país da União Soviética, em 1991. Acredita-se que ele tenha transferido cerca de US$ 1 bilhão em rendas do petróleo para sua conta pessoal em 2006.

9. Albert II – Príncipe de Mônaco
US$ 1 bilhão
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Albert II não só é um dos presidentes mais ricos do mundo, como está na lista dos nobres mais ricos do mundo. Ele possui imóveis em Mônaco e na França, e seu patrimônio inclui posses naSocieté de bains de mer de Monaco, que opera o cassino do principado e outras propriedades com fins de entretenimento no local.

8. Mohammed VI – Rei do Marrocos
US$ 2,1 bilhões
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Mohammed VI se tornou rei do Marrocos em 1999, depois da morte de seu pai. Ele herdou 40% das ações da SNI, uma enorme empresa de investimentos marroquina que costumava pertencer ao Estado. A SNI controla as ações do maior banco do país, o Attijariwafa; de uma empresa de mineração; de uma empresa de açúcar; de outra de laticínios, dentro outros negócios. Segundo a revista Forbes, seu patrimônio gira em torno de US$ 2,1 bilhões.

7. Tamin bin Hamad Al Thani – Emir do Qatar
US$ 2 bilhões
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Aos 34 anos, Tamim bim Hamad é o monarca mais jovem do mundo vivo. Ele se tornou emir do Qatar depois que seu pai abdicou do trono em 2013. Bim Hamad lidera o quadro de investidores da empresa Qatar Investment. O fundo já investiu bilhões em negócios no Reino Unido. O monarca também possui ações no banco Sainsbury’s Bank e seu fundo possui uma parcela do Shard, prédio mais alto da Europa, localizado em Londres, na Inglaterra.

6. Hans-Adam II – Príncipe de Liechtenstein
US$ 4 bilhões
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Johannes Hans Adam Ferdinand Alois Josef Maria Marko d’Aviano Pius von und zu Liechtenstein – ou Hans Adam II para os íntimos – é o homem mais poderoso do pequeno país de Liechtenstein e é o monarca mais rico da Europa. Mas seu poder não é só financeiro: Hans-Adam tem o privilégio de poder vetar leis aprovadas pelo parlamento do país.

5. Mohammed bin Rashid Al Maktoum – Emir de Dubai
US$ 4 bilhões
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O emir de Dubai também é o primeiro ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos. Ele possui 99,67% da Dubai Holding. Além disso, ele é a mente por trás de marcas como Burj Al Arab(o hotel que parece uma vela de barco), Palm Islands (resort construído em ilha artificial em forma de folha de palmeira) e Burj Al Khalifa (prédio mais alto do mundo, com 163 andares).

4. Khalifa bin Zayed Al Nahyan – Presidente dos Emirados Árabes Unidos
US$ 15 bilhões
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Se o emir de Dubai já possuía um patrimônio, no mínimo, respeitável, quando falamos do presidente dos EAU (que também é emir de Abu Dhabi), o buraco é muito mais embaixo. Ele assumiu a presidência em 2004, após a morte de seu pai. Sua família está entre as mais ricas do mundo (#cêjura), com um patrimônio estimado em US$ 150 BIlhões!! Khalifa bin Zayed Al Nayan é o presidente da Abu Dhabi Investment Authority, empresa árabe de investimentos. Apesar de ele controlar 97,8 bilhões de barris de reservas de petróleo, nem toda a sua fortuna vem do combustível. Atualmente, ele coordena o segundo maior fundo de riqueza do mundo, com renda de US$ 773 bilhões.

3. Hassanal Bolkiah – Sultão de Brunei
US$ 20 bilhões
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Sultão Haji Hassanal Bolkiah Mu’izzaddin Waddaulahibni al-Marhum Sultan Haiji Omar Ali Saifuddien Sa’adul Khairi Waddien, aka Hassal Bolkiah, é o chefe de Estado e Yangi-Di Pertuan (título de um cargo de comando) de Brunei. Ele tem sido o Top 1 de Brunei desde que se tornou sultão, em 1967. Sua ascensão ao trono se deu depois que seu pai abdicou do trono naquele mesmo ano. Hassanal Bolkiah é um dos maiores colecionadores de carros do mundo, tendo veículos que foram fabricados exclusivamente para ele. Um dos bibelôs de sua coleção é um Rolls Royce coberto de ouro 24 quilates.

2. Bhumibol Adulyadej – Rei da Tailândia
US$ 30 milhões
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Ele é rei da Tailândia desde 1946, ganhando o título de chefe de Estado com mais tempo de serviço. O rei fez várias contribuições importantes para a sociedade tailandesa. Considerado o monarca mais rico do mundo, Bhumibol Adulayadej também é o monarca com reinado mais longo da história da Tailândia.

1. Vladimir Putin – Presidente da Rússia
US$ 40 bilhões
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O primeiro lugar da nossa lista vai para o Putin. Sua renda oficial como presidente russo é de “somente” US$ 80.000 ao ano. Contudo, fontes secretas, tais como o cientista político Stasnislav Belkivsky, e o ex-membro do governo Ivan Rybkin, alegam que Putin tenha investimentos secretos em empresas de petróleo e gás natural, o que explicariam o patrimônio de US$ 40 bilhões. Os muitos apoiadores do presidente afirmam que essas alegações não foram provadas. Até hoje, ninguém sabe exatamente a extensão de sua riqueza – há quem diga que, na verdade, seu patrimônio é de US$ 70 bilhões.

Fonte: Richest Lifestyle

Sete dúvidas sobre a pós-graduação

Sete dúvidas sobre a pós-graduação

Gabriela Portilho | 13/11/2014 18h 35
Em universo novo como o da pós-graduação, muitas são as dúvidas que afligem os que desejam escolher por onde seguir. Por isso, selecionamos algumas perguntas que podem te ajudar a entender melhor as diferenças entre modalidades e fazer sua escolha com mais tranquilidade.

Qual a diferença entre lato sensu e stricto sensu?


Os cursos stricto sensu são aqueles destinados a quem quer dar aulas ou se envolver em pesquisas acadêmicas, e englobam tanto os mestrados - que duram em média 3 anos - como os doutorados - com duração de 3 a 5 anos. Nas universidades públicas, os cursos stricto sensu são oferecidos gratuitamente à todos os selecionados. Esse tipo de curso, no entanto, exige altas doses de estudo dedicação e é avaliado pelo MEC e pela CAPES.

Já os cursos lato sensu têm uma duração mais curta, de 1 ano e meio a dois anos, e estão mais focados no aperfeiçoamento e especialização profissional, ou seja, na aplicação prática dos conceitos, garantindo ao formado o título de especialista. Por ter uma carga horária menor, essa modalidade costuma ser mais buscada por pessoas que já trabalham, mas querem avançar nos conhecimentos da sua área.

Pós-graduação e especialização são a mesma coisa?

Não. Pós-graduação engloba os cursos de mestrado, doutorado e especialização, uma de suas modalidades, voltada, sobretudo, para a aplicabilidade prática dos conceitos.

Pessoas de qualquer área podem cursar um MBA?

Sim. O MBA é um tipo de especialização lato sensu. No entanto, sua formação é direcionada a executivos ou profissionais com cerca de 3 a 5 anos de experiência profissional que queiram empreender ou atuar na carreira executiva. As aulas têm foco nos aspectos estratégicos da vida empresarial e na gestão de negócios.

Posso fazer mestrado sem ter feito especialização?

Sim. Qualquer pessoa que tenha terminado uma graduação e queira se dedicar ao ensino ou à pesquisa pode se candidatar a um curso de mestrado.

É preciso fazer mestrado antes do doutorado?
Pela lei não, mas na prática, sim. Apesar de a legislação educacional não exigir o mestrado para o ingresso no doutorado, a maioria das instituições acaba exigindo. Além do mais, como a seleção é feita por análise de currículo, e a concorrência é grande, as instituições acabam dando preferência aos candidatos que já fizeram mestrado anteriormente. 

O que preciso fazer para ingressar em uma pós-graduação?

Em geral, a seleção ocorre por meio de cinco etapas: prova escrita, exame de proficiência em uma língua estrangeira, análise do anteprojeto, análise de currículo e entrevista.

Posso fazer mestrado em uma área diferente da que me formei?

Sim. Muitos profissionais, inclusive, usam essa estratégia para mudarem o foco da sua carreira, ou criarem novos campos de atuação, unindo conhecimentos de diferentes áreas. O que você não pode é atuar em algumas áreas que exijam habilitação por meio da graduação. Por exemplo, um engenheiro não pode atuar no Direito, mesmo que tenha feito uma pós na área, pois não é habilitado pela OAB, e vice-e-versa.

sábado, 28 de março de 2015

7 elementos totalmente desnecessários em um currículo

Preocupados em impressionar recrutadores, muitos profissionais se esquecem de uma regra básica para a elaboração de currículos: menos é mais.
“Falta de objetividade é um problema recorrente nos CVs”, afirma Rafael Souto, CEO da consultoria Produtive. De um visual enfeitado demais a detalhes irrelevantes sobre a sua trajetória, o excesso pode aparecer tanto na forma quanto no conteúdo do documento.
Além de atrapalhar a leitura, esses elementos podem depor contra o candidato. “Um currículo cheio de firulas transmite a imagem de um profissional pouco pragmático”, diz Fábio D’Ave, gerente de divisão da Robert Half.
Segundo os especialistas, a melhor estratégia é ir direto ao ponto. Veja a seguir o que pode, tranquilamente, ficar de fora do documento:
Currículo: informação demais atrapalha© Foto: Thinkstock/ adrian825 Currículo: informação demais atrapalha
1. Nostalgia
Não há problema em citar os empregos que você teve no passado, mas tudo tem limite. Souto recomenda que experiências ocorridas há mais de 10 anos sejam apresentadas de forma sucinta. “É bobagem usar o espaço do currículo para detalhar o que foi feito há tanto tempo”, diz.
O mesmo vale para a sua formação anterior à faculdade. Segundo D’Ave, citar o lugar onde você cursou o ensino médio é aceitável, embora não obrigatório. Citar as escolas que vieram antes disso é desnecessário.
2. Tarefas operacionais
No campo de experiências profissionais, a descrição das atividades do dia a dia deve ser concisa. Se você trabalhou como gerente de vendas, por exemplo, não precisa dizer que enviava relatórios ou fazia reuniões periódicas com a equipe.
“Esse tipo de informação é irrelevante, além de óbvia”, afirma Souto. Ele recomenda usar apenas duas ou três linhas para descrever cada atividade desempenhada. Além disso, é fundamental mencionar os resultados que você trouxe para cada empresa por que passou.
3. Autoelogios
Ágil, dedicado, perfeccionista, obstinado, incansável - é ingênuo pensar que adjetivos positivos sobre você mesmo no CV vão melhorar a sua imagem.
“É um recurso de péssimo gosto, que pode inclusive desestimular o recrutador a chamar o candidato para uma entrevista”, diz Souto.
4. Excesso de elementos visuais
Salvo algumas exceções, D'Ave não recomenda incluir fontes e cores diferentes, logos de empresas, fotos e outros elementos gráficos num currículo.
“Só polui a página, e dá a impressão de que o profissional está preocupado demais em ‘enfeitar o pavão', e não com o que realmente importa”, afirma.
5. Informações adiantadas demais
Incluir a sua pretensão salarial no currículo é muito precipitado. De acordo com Souto, a remuneração deve ser discutida numa fase posterior, cara a cara com o recrutador.
Outro erro é apresentar dados como número do RG ou anexar materiais como portfólio, cartas e listas de referências. “Esses itens serão pedidos num momento mais avançado do processo seletivo”, diz o CEO da Produtive. Além de dispensável, esse excesso pode transmitir ansiedade em convencer o recrutador de que você deve ser chamado.
6. Conhecimentos superficiais 
Você conhece um pouquinho de programação? Sabe falar o básico em italiano? Na opinião de D’Ave, é preciso ser criterioso antes de incluir esse tipo de informação entre as suas competências.
“Na maioria das vezes, não é necessário mencionar um conhecimento superficial, ainda mais se ele for irrelevante para a sua área ou para a vaga que está disputando”, diz ele. “Falar ou não falar dá na mesma”.
7. Cursos extracurriculares
Na tentativa de exibir os seus conhecimentos, você também pode exagerar no campo de cursos. Segundo Souto, é desnecessário mencionar aperfeiçoamentos e capacitações que não tenham relação com a sua área.
E ele vai além: mesmo que eles tenham a ver com a sua profissão, é bom ser econômico. “Basta mencionar os cinco ou dez cursos que mais fizeram diferença para você”, recomenda.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Diretor da Globo defende impeachment de Dilma

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A defesa de um impeachment da presidente Dilma Rousseff está saindo do campo editorial dos veículos da Globo e ganha agora manifestações pessoais de membros do primeiro escalão do jornalismo das empresas da família Marinho; diretor de Mídias Digitais da Globo, Erick Bretas, anunciou no Facebook que estará na manifestação pelo impeachment da presidente, marcada para o dia 15 de março, no Rio; "Só a pressão popular pode salvar o Brasil de mais um assalto — agora, às instituições", disse Bretas; diretor criticou também o fato da presidente Dilma ter afirmado em entrevista que os indícios de corrupção na Petrobras deveriam ter sido investigados ainda na década de 1990, durante o governo FHC; "Jogar a corrupção na Petrobras no colo dos tucanos é diversionismo, é tentar criar uma cortina de fumaça para que o cidadão mais pobre e menos informado se confunda", afirmou; campanha pró-impeachment terá outros adesistas da Globo?
23 de Fevereiro de 2015 às 11:22

247 - A Rede Globo há tempos não esconde seu desejo de retirar a presidente da República, Dilma Rousseff do poder. Tática principal do grupo dos irmãos Marinho é o noticiário direcionado para o caos.
Segundo o Manchetômetro da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj), na semana passada foram 14 matérias negativas contra o governo federal e nenhuma neutra. No jornal O Globo, dirigido por João Roberto Marinho, não é muito diferente. Seis matérias negativas do governo, contra uma neutra.
A novidade na insatisfação da Rede Globo contra o governo do PT agora é a bandeira do impeachment de Dilma sendo empunhada abertamente por integrantes do primeiro escalão do impédio midiático.
O Diretor de Mídias Digitais da Globo, Erick Bretas, anunciou no Facebook que no dia 15 de março estará na manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Roussef, no Posto 5, em Copacabana, às 9:30h.
"Não defendo quartelada nem intervenção militar. Não me alinho com a direita hidrófoba e obscurantista de Bolsonaros e Felicianos. Mas também não sou omisso diante do que está acontecendo no país. Os fatos dos últimos dias me fizeram ter certeza de que só a pressão popular pode salvar o Brasil de mais um assalto — agora, às instituições", disse Bretas.
O diretor da Globo criticou o fato da presidente Dilma ter afirmado em entrevista que os indícios de corrupção na Petrobras deveriam ter sido investigados ainda na década de 1990, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Quando vem a público e diz uma coisa dessas, a presidente está sendo desonesta e não há passado que sustente o que lhe restava de respeito junto a brasileiros minimamente informados. (...) Mas ela sabe que tentar jogar a corrupção na Petrobras no colo dos tucanos é diversionismo, é tentar criar uma cortina de fumaça para que o cidadão mais pobre e menos informado se confunda", afirmou.
Leia na íntegra o post do diretor da Globo pelo impeachment de Dilma Rousseff, reproduzido pelo Diário do Centro do Mundo.
Sua nota-conclamação:
O carnaval, a conclusão do MBA e alguns afazeres domésticos me fizeram andar meio afastado aqui do Facebook, ao menos das conversas sobre política. Confesso que gostaria de continuar falando sobre amenidades, mas não dá.
Decidi que no dia 15 de março, um domingo, estarei mesmo na manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Roussef, no Posto 5, em Copacabana, às 9:30h.
Não defendo quartelada nem intervenção militar. Não me alinho com a direita hidrófoba e obscurantista de Bolsonaros e Felicianos. Mas também não sou omisso diante do que está acontecendo no país. Os fatos dos últimos dias me fizeram ter certeza de que só a pressão popular pode salvar o Brasil de mais um assalto — agora, às instituições.
Para quem não acompanhou o noticiário, um resumo:
1 – O ministro da Justiça (e candidato ao STF) José Eduardo Cardozo recebeu advogados da empreiteira Odebrecht em seu gabinete para discutir a Lava-Jato. Isto é o que ele reconhece ter feito.
Segundo vários veículos de imprensa, o que dizem participantes deste e de outro encontro com advogados de empreiteiras é que o ministro da Justiça tem assegurado à defesa dos barões das construtoras que a chegada da Lava-Jato ao Supremo vai representar uma reviravolta no processo.
Num país que não seja uma república bananeira, o encontro do ministro da Justiça com advogados de empreiteiros investigados pela polícia subordinada ao ministro já seria motivo para sua demissão. Essa é a opinião do ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. E minha também.
Pior: a Veja desta semana diz que Cardozo teria pedido à defesa de Sergio Pessoa, presidente da UTC e chefe do chamado "Clube do Bilhão" para não assinar um acordo de delação premiada.
2 – O presidente do Instituto Lula admitiu ter recebido representantes das empreiteiras implicadas na Lava-Jato para discutir as "dificuldades" provocadas pela investigação policial.
A simples reunião em uma mesma sentença das expressões "Instituto Lula", "empreiteiros" e "policial" já soa estranha.
O Instituto Lula não foi criado para preservar o acervo e a memória do ex-presidente? Não era para ser tipo assim, um think tank, uma biblioteca, um centro de debates sobre o país, que nem os institutos dos ex-presidentes americanos? O que faz o presidente de uma instituição com este perfil dialogar com representantes de empreiteiros presos por corrupção?
3 – Depois de passar dois meses sem conceder entrevistas, a presidente da República saiu-se com essa: "Se um funcionário da Petrobras tivesse sido investigado no governo FHC, ele não teria desviado milhões mais tarde".
Eu nunca toquei na banda dos que se horrorizam com a presidente, que a chamam de terrorista, que espalham boatos infundados sobre sua honestidade. Na verdade, a história pessoal da presidente sempre me inspirou uma certa simpatia. Uma mulher que combateu a ditadura, foi torturada, parecia ter firmeza de propósitos. Essas coisas que falam ao coração de quem já foi de esquerda, sabem?
Mas quando vem a público e diz uma coisa dessas, a presidente está sendo desonesta e não há passado que sustente o que lhe restava de respeito junto a brasileiros minimamente informados. Aliás, o que Dilma conseguiu com isso foi provocar memes hilariantes.
A presidente não acredita no que diz, tenho certeza disso. Se está reproduzindo algo a mando de João Santanna ou de Lula, não importa. Mas ela sabe que tentar jogar a corrupção na Petrobras no colo dos tucanos é diversionismo, é tentar criar uma cortina de fumaça para que o cidadão mais pobre e menos informado se confunda.
E aí reforça minha convicção de que não dá mais para ela.
Já não dava para ela se sair com o "Eu não sabia" que salvou Lula da degola no Mensalão. Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando aconteceu tudo o que vem a público agora. Deveria ser a brasileira mais interessada nas práticas de governança da empresa pelos anos em que lá esteve.
Ainda que por negligência — se não por má-fé –, paira sobre ela a responsabilidade pelo desvio de centenas de milhões de dólares dos cofres da Petrobras.
E é de responsabilidade que trata o impeachment. A análise objetiva desta questão cabe aos constitucionalistas. Eu não entendo disso e não vou me arriscar no tema. Mas o impeachment é também um processo político. Ele reflete a visão do parlamento sobre as condições de um presidente permanecer no cargo. E o parlamento se deixa influenciar pelo barulho que vem das ruas.
E é na rua que estarei no dia 15 de março.

6 Projetos de Lei ultraconservadores já propostos no Brasil

Por Raquel Sodré
Nas eleições de 2014, os brasileiros elegeram o Congresso mais conservador dos últimos 50 anos – ou seja, desde a Ditadura Militar. A cereja do bolo veio no início de fevereiro de 2015, quando o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um político famoso por sua postura conservadora e projetos inspirados em bases religiosas, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados.
Nem 15 dias depois, ele já estava colocando as asinhas de fora: no último dia 11, Cunha autorizou a criação de uma comissão para analisar o Projeto de Lei 6583/2013, carinhosamente apelidado de “Estatuto da Família”. Em seu segundo parágrafo, o PL define “família” como a união entre um homem e uma mulher (ou seja, nada de gays, nem lésbicas, nem pais e mães solteiros, nem crianças criadas pela avó, nem… bem, você entendeu). Em tramitação há quase dois anos, o texto ainda ganhou um adendo que pode dificultar ainda mais a adoção de crianças por casais homossexuais.
O Brasil já teve outros Projetos de Lei ultraconservadores, e agora está na hora de ficarmos de olho bem aberto para conseguirmos segurar o forninho de uma democracia que seja, de fato, um governo para todos – independente de credo, cor, raça, gênero ou orientação sexual. Veja alguns PLs que parecem saídos diretamente da Idade Média, mas foram propostos pra valer no Brasil.

1. Estatuto do Nascituro
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O projeto de lei original é de 2005 e visava garantir o direito integral ao nascituro – ou seja, bebê que ainda está dentro da barriga da mãe. O projeto, dos deputados federais Luiz Carlos Bassuma (PEN-BA) e o já falecido Miguel Martini, defendia que o aborto deveria ser considerado crime hediondo, proibido em todos os casos (inclusive quando fruto de estupro). O PL também proibia a pesquisa com células-tronco, dentre outras coisas. Esse projeto foi arquivado em 2007, mas a batalha ainda não está ganha. Um outro texto muito similar, o PL 478/2007, está tramitando na Câmara dos Deputados. Ele já foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação. Agora, deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pela Comissão de Cidadania. Depois, deve ser apresentado e votada em plenário.
A luta pela descriminalização do aborto será longa, pois ainda há outros quatro PLs sobre o assunto a serem derrubados. O PL 7443/2006 determina a inclusão do procedimento entre os crimes hediondos. O PL 1545/2011 defende uma pena de seis a 20 anos para o médico que praticar o aborto fora das hipóteses previstas nas leis atuais. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 164/2012 garante a inviolabilidade do direito à vida “desde a concepção”. E, por fim, há o PL 5069, de 2013, que considera crime contra a vida o anúncio de substância ou objeto destinado à interrupção da gravidez. Também é considerado crime contra a vida a orientação de gestantes para o procedimento, e a pena prevista pelo PL é de até dez anos de prisão. Todos esses quatro projetos foram criados e, agora, desarquivados pelo novo presidente da Câmara.

2. Dia do Orgulho Hétero
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É tão difícil ser hétero, cisgênero, branco, de classe média alta, com diploma de ensino superior, ter cabelo liso e votar no PSDB…
Esse é mais um Projeto de Lei (1672/2011) de autoria do próprio Eduardo Cunha. Ele institui nada mais do que a comemoração do “Dia do Orgulho Heterossexual”, a ser celebrado no terceiro domingo do mês de dezembro. Para quem não vê por que isso poderia ser um retrocesso, uma breve explicação: nossa sociedade já é heternormativa – ou seja, ela interpreta que ser heterossexual é a norma. Nesse contexto, pessoas heterossexuais já contam com todos os benefícios de um grupo majoritário, e não precisam lutar para conquistarem nenhum direito relativo ao gênero ou à sua orientação sexual. Podem se casar à vontade (com outras pessoas do sexo oposto maiores de idade), podem adicionar o cônjuge no plano de saúde, por exemplo. Por outro lado, um “Dia do Orgulho”, seja ele qual for, é uma data ativista para lembrar a sociedade de que aquele determinado grupo ainda está anos em desvantagem quando se trata de direitos humanos. Portanto, um “dia do orgulho hétero” não faria nenhum sentido. Mas o mais grave é o fato de que, reforçando a cultura heternormativa, reforça-se, consequentemente, o preconceito contra pessoas com outras orientações sexuais e/ou identidades de gênero (como bissexuais, transexuais, transgêneros e assexuais, só para citar alguns). Esse preconceito, a homofobia, é o responsável por centenas de mortes por ano no Brasil.  A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência registrou um aumento de 460% no número de denúncias do tipo entre 2011 e 2014. Só ano passado, foram 6,5 mil.

3. Criminalização da heterofobia
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- Sabe a Isabel do financeiro? Ouvi dizer que ela gosta de HOMENS!  – Sério? Bem que eu desconfiava. Esse mundo está perdido, mesmo…
Não, nem você leu o título errado, nem nós escrevemos errado. É isto mesmo: o Projeto de Lei 7382, de 2010, prevê que seja interpretado como crime a discriminação contra heterossexuais (!!!). Agora, veja bem: no ano passado, 218 pessoas foram assassinadas por serem gays ou lésbicas em nosso país. O Brasil, aliás, é campeão mundial em número de assassinatos de homossexuais – e olha que estamos competindo com países ultraconservadores, como Afeganistão, Indonésia e Singapura. Por outro lado, NENHUMA foi assassinada pelo simples fato de ser heterossexual. Agora, durma com o barulho de uma lei que propõe criminalizar a “heterofobia” (enquanto isso, o PL 122/2006, que pretende equiparar a homofobia ao crime de racismo, foi arquivada em janeiro deste ano pelo Senado, depois de oito anos em tramitação).

4. Terras indígenas
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Os retrocessos em termos de direitos humanos não ficaram somente no âmbito dos relacionados ao gênero ou à orientação sexual. Os indígenas, outra minoria brasileira amplamente negligenciada, também estão sendo (ainda mais) ameaçados. Está em tramitação a PEC 215, proposta no ano 2000, que pretende mudar de forma radical o modo como as terras indígenas são demarcadas no país. Se aprovada, a PEC tirará das mãos da Funai (Fundação Nacional do Índio) o poder de pedir ao poder Executivo a demarcação das terras. Essa decisão passaria a ser tomada pelo Congresso – que, surpresa, está infestado por deputados da bancada ruralista que defendem os interesses dos grandes proprietários de terras e do agronegócio. A medida também afetaria as comunidades quilombolas do país e, segundo representantes dos grupos minoritários, seria a responsável pelo extermínio dessas populações.

5. Criacionismo nas escolas
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Um dos mais famosos parlamentares conservadores do Brasil, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) também tem sua cota de Projetos de Lei absurdamente conservadores. Um deles, o PL 8099/2014, quer obrigar todas as escolas brasileiras (tanto as públicas como as privadas) a incluírem, em sua grade curricular, aulas sobre o a teoria do Criacionismo. Assim, as crianças passariam a aprender como Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. O PL 8099 está tramitando apensado ao PL 309/2011, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas do país. Vale lembrar: o problema não é o ensino religioso e nem mesmo qualquer outra forma de expressão de religiosidade no país. O que pega é a obrigatoriedade desses conteúdos no currículo.

6. Lei Antiterrorismo
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O Projeto de Lei 499 surgiu em 2013 – não coincidentemente, depois da onda de protestos daquele ano. Segundo o texto do PL, será considerada “atos de terrorismo” qualquer conduta que “provocar ou infundir pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação de liberdade de pessoa”. Com uma descrição tão ampla, bastaria um piscar de olhos para que movimentos sociais e até grupos de oposição política sejam subitamente considerados terroristas. Se formos seguir a definição do PL, uma ocupação de terras pelo MST poderia ser considerada terrorista, por exemplo. Pessoas que se recusam a sair de casas ocupadas no Centro de São Paulo também. Esse retrocesso na luta por direitos sociais que está tramitando no Senado.

3 segredos científicos para você se tornar mais interessante

20 de fevereiro de 2015
paquera
A ciência trabalha para o seu bem. Até na hora da paquera. Vez ou outra os pesquisadores se dedicam a entender quem faz mais sucesso por aí. E as conclusões podem ajudar você a se dar bem.  Confira abaixo três dicas para você se tornar mais interessante – e atraente.
ANDE EM GRUPO
Barney, de How I met your mother,estava certo: as pessoas parecem bem mais bonitas quando estão em grupos. O psicólogo Drew Walker, da Universidade da Califórnia, entregou a voluntários fotos de uma turma e pediram a eles para analisar a beleza daquelas pessoas. Em seguida, repetiram o julgamento, mas, dessa vez, com imagens separadas de cada um. E, sim, em grupo, as pessoas parecem mesmo mais bonitas. Culpa do seu cérebro. O sistema visual analisa de forma automática todos os rostos quando vê uma reunião de pessoas. Aí cada um acaba sendo classificado pela média de beleza do grupo – que, em geral, é considerada atraente, segundo o estudo.
CONTE PIADAS
Ser engraçado ajuda. E muito. Lá na Universidade Estadual da Pensilvânia, pesquisadores perguntaram a 164 homens e 89 moças quais eram as qualidades mais importantes na hora de escolher um parceiro.  Ter senso de humor, ser divertido, gentil e brincalhão ficaram no topo das preferências femininas. Já para os homens senso de humor é o mais importante. “Esse jeito brincalhão nos homens pode sinalizar que ele não é agressivo e menos propício a machucar os futuros filhos. Nas mulheres, esse jeito divertido mostra juventude e fertilidade”, conta Garry Chi, um dos líderes da pesquisa.
LEIA
Ler deixa você mais interessante, isso é óbvio. Mas faz ainda mais que isso: deixa você mais legal. Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee colocaram voluntários para ler pequenas histórias. Depois fizeram perguntas para saber quanto cada um tinha se identificado com os personagens. E, de propósito, deixaram cair um monte canetas no chão. As pessoas que mais haviam se envolvido com a história foram as que mais se levantaram para ajudar a recolher as canetas. O motivo é simples: empatia. Aí história faz a gente se importar mais com os outros na vida real.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

5 episódios com armas químicas que entraram para a história

Por Darllam Cruz

Em 2013, um atentado que matou quase 1500 pessoas na Síria despertou o século 20 para um horror antigo: a utilização de armas químicas para aniquilar rapidamente um grande número de pessoas. O potencial de destruição das armas químicas preocupa tanto civis quanto líderes militares, que tentaram a todo custo banir o seu uso em situações de conflito. Veja como esses agentes químicos letais foram utilizados com o passar dos anos e as consequências desastrosas desses atos.

1. Primeira Guerra Mundial (1914-1919)

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A Primeira Guerra Mundial também ficou conhecida como a “guerra dos químicos”, pois foi a primeira a introduzir gases venenosos e mortais no combate. Com uma forte indústria química que vinha do século XIX, a Guerra que durou de 1914 a 1918 teve várias experiências com esse novo instrumento letal. Em 1915, em Ypres, na Bélgica, a Alemanha abriu várias caixas de gás clorídrico na direção das tropas aliadas, condenando muitos a uma morte agonizante. Ao fim da guerra, o uso de armas químicas havia proliferado em ambos os lados – incluindo agentes como fosgênio, cianeto e gás mostarda, um agente químico que causa queimadura severa na pele, olhos e sistema respiratório e que é absorvido por inalação, ingestão ou contato com a pele e os olhos. Horrorizados com os efeitos e com o pavor gerado por esses ataques, em 1925 quinze países assinaram o Protocolo de Genebra, tratado que proibia o uso de armas químicas e bacteriológicas. O número de mortos nesses ataques ultrapassou os noventa mil e mais de um milhão ficaram feridos.

2. Alemanha Nazista (1933-1945)

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A Alemanha liderada por Adolf Hitler enfrentou várias batalhas durante a Segunda Guerra Mundial, mas não era durante os conflitos armados em que o ditador fazia uso de armas químicas para fins de extermínio de população. Durante a guerra, milhões de judeus foram transportados para campos de extermínio, mais notadamente Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas. Os judeus eram sufocados em câmaras de gás usando Zyklon B, um pesticida a base de ácido cianídrico, cloro e nitrogênio criado pelos próprios alemães e utilizado por proporcionar eficientemente uma morte rápida. Aproximadamente seis milhões de judeus morreram no Holocausto, além de ciganos, homossexuais, deficientes e prisioneiros soviéticos.

3. Massacre de Halabja (1988)

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O ataque químico em Halabja, no Curdistão Iraquiano,   que ficou conhecido também como Massacre de Halabja, ou Sexta-feira Sangrenta, ocorreu no dia 16 de maio de 1988. Durante o encerramento da Guerra Irã-Iraque, o regime de Saddam Hussein utilizou armas químicas para remover curdos de cerca de 40 vilas no norte do Iraque. No ataque foi utilizado gás mostarda e sarin, um líquido sem cor nem cheiro que causa extrema devastação no sistema nervoso, levando as pessoas expostas a perderem as funções corpóreas e, se não tratadas imediatamente, a entrarem em coma ou sofrer falência respiratória. No ataque indiscriminado, homens, mulheres e crianças sufocaram até a morte. A atrocidade impulsionou a criação da Convenção das Armas Químicas das Nações Unidas em 1997, um pacto internacional banindo a produção, estoque ou uso de armas químicas. Apenas sete nações – incluindo a Síria – não assinaram a lista. O massacre de Halabja deixou cerca de cinco mil mortos. O conflito militar entre Irã e Iraque teve várias vítimas de armas químicas a mais do que o ataque aos curdos. Hussein também utilizou gás mostarda e sarin contra o Irã para mudar a guerra a favor do Iraque e obrigar Teerã, capital da República Islâmica do Irã, a negociar. A treta continua: documentos recentes da CIA revelaram que os Estados Unidos sabiam do uso das armas químicas, mas decidiram não agir por medo de uma vitória iraniana. O total de mortos ultrapassou vinte mil pessoas.

4. Crise dos reféns em Dubrovka (2002)
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Na noite do dia 23 de outubro, cerca de 800 pessoas estavam num teatro em Dubrovka, em Moscou, conferindo a apresentação de um musical. De repente, 42 militantes chechenos liderados por Movsar Barayev (foto) entraram armados no teatro e fizeram todos os presentes de refém. Eles seram membros de um grupo separatista da Chechênia, que, na época, estava em guerra com a Rússia. A reivindicação era pelo fim do conflito e pela retirada dos militares russos na região. O sequestro e a negociação dos chechenos com o governo russo durou mais de 48 horas e só acabou quando os russos soltaram um gás tóxico desconhecido no sistema de ventilação do teatro. Quase todos os militantes morreram. Como se não fosse o suficiente, mais de 100 reféns também foram vítimas do gás. O governo russo nunca revelou qual era o gás usado no ataque e a ação extrema foi bastante criticada na época. Há estimativas de que mais de 200 pessoas tenham morrido. Mas os detalhes sórdidos do caso foram guardados a sete chaves, como segredo de estado. Por isso, não dá para ter certeza. Desde 2002, muitas teorias surgiram sobre a substância. Uma das mais aceitas é que se tratava de um derivado do fentanil, um anestésico poderosíssimo, 100 vezes mais potente que a morfina, que pode fazer com que as pessoas simplesmente deixem de respirar.

5. Ataque Químico de Ghouta (2013)

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No dia 21 de agosto de 2013, um ataque do governo sírio durante a Guerra Civil da Síria resultou em mais de 1500 mortes, sendo 426 delas crianças. Áreas controladas ou disputadas pela oposição nos arredores de Ghouta, próximo a Damasco, capital síria, foram atingidas por foguetes contendo sarin. As milhares de vítimas mortas no atentado não apresentavam feridas físicas. Em janeiro de 2015, foi confirmado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, que armas químicas foram usadas em grandes escala, o que resultou na morte de inúmeros civis. A ONU considerou o ataque um crime de guerra e uma violação grave – o pior uso de armas químicas em civis no século XXI, e o mais significativo desde Halabja.

Bônus: Guerra do Vietnã (1955-1975)

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“Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã. Tem cheiro de vitória”. A frase imortalizada pelo personagem Coronel Bill Kilgore no filme Apocalypse Now captura a brutalidade banal do massacre que os Estados Unidos promoveram em sua guerra contra o Vietnã do Norte entre 1965 e 1975. Milhões de litros de napalm incendiário foram utilizados para desfolhar as densas florestas nos quais os inimigos vietnamitas se escondiam. A substância gelatinosa pega fogo e se gruda ao corpo, queimando músculos e ossos, gerando feridas terríveis e morte. Os Estados Unidos também despejaram cinquenta milhões de litros de Agente Laranja, um herbicida químico extremamente forte, para destruir todas as plantas. Esses desfolhantes devastaram o habitat natural, e seus agentes infiltraram no solo e nas reservas de águas, levando a população a sofrer com vários problemas de saúde como câncer e síndromes neurológicas por gerações. Mais de um milhão de vidas foram tiradas nesse ataque, e mais de quatrocentos mil crianças vietnamitas nasceram vítimas de malformações congênitas. Mas, apesar do potencial destruidor, napalm não é exatamente uma arma química, pois precisa ser adicionado à gasolina para funcionar direitinho. Mais sobre isso aqui.

Por que levantar o dedo do meio é considerado ofensa?

por Marina Motomura | Edição 41
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Por causa de uma tradição cultural popularizada na Antiguidade - provavelmente herdada de um costume dos ancestrais do homem, ainda nos tempos da pré-história. Um grupo de antropólogos sustenta que o gesto é uma variação de uma estratégia agressiva de alguns primatas, que mostravam o pênis ereto a seus inimigos como uma forma de intimidá-los. Mais civilizado, o homem teria substituído o bilau pelo dedo erguido para ofender alguém. Um dos primeiros registros escritos desse costume mal-educado aparece no ano 423 a.C., quando o poeta grego Aristófanes escreveu a peça As Nuvens. Em um dos diálogos, o personagem Estrepsíades faz uma piada comparando o dedo do meio ao pênis. Da Grécia, a ofensa chegou a Roma, onde era conhecida como digitus infamis, o "dedo obsceno". No livro Gestures, their Origin and Distribution ("Gestos, sua Origem e Distribuição", sem tradução para o português), o zoólogo britânico Desmond Morris sustenta que o imperador Calígula (12-41) chocava os súditos obrigando-os a beijar seu dedo do meio em vez de sua mão. Uma tremenda humilhação. Com o passar dos séculos, a maioria dos países do mundo incorporou o gesto de origem latina - pode-se dizer que é um símbolo quase universal! Mas diversos povos encontraram outras formas criativas de mandar alguém fazer você sabe o quê. O que explica que um sinal seja considerado ingênuo num país e ofensivo em outro? Para essa "transformação" acontecer, um grupo precisa estabelecer uma espécie de pacto em torno dessa forma de comunicação. Em outras palavras, um gesto só é considerado agressivo se todas as pessoas do grupo entenderem e concordarem com seu significado. "Para evitar gafes e lidar com as diferenças culturais, hoje em dia as multinacionais fazem livros de comportamento. Essas publicações explicam aos executivos que viajam muito quais gestos eles podem ou não fazer ao visitar outros países", diz a antropóloga Rosali Telerman, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Por que o touch screen só reconhece o toque dos dedos?

Por que o touch screen só reconhece o toque dos dedos?

por Gabriela Portilho | Edição 158
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Pergunta da leitora - Luna Nascimento Vasconcelos,
São Luís, MA
Na verdade, as telas sensíveis ao toque reconhecem qualquer parte do corpo revestida por pele. Nos celulares, por cima do painel luminoso, é colocado um sistema elétrico invisível que interage com a pele. Ao tocarmos a tela, a carga elétrica dos dedos reage com o campo elétrico do sistema (criado por uma malha de eletrodos), causando uma diferença de cargas, como se fosse um pequeno choque. O processador capta essa alteração por meio de uma camada com sensores e calcula coordenadas, identificando os locais de toque e os tipos de movimento executados. Em seguida, esses dados elétricos são traduzidos como comandos e interpretados pelo software, que executa as ações. Outros materiais bons condutores de energia, como metais ou aquelas canetas especiais para tablets, também podem ativar o touch screen.

Quais são as maiores estátuas do planeta?

1. DAIBUTSU

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ALTURA TOTAL - 120 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 100 m
LOCALIZAÇÃO - Tóquio, Japão
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1995
MATERIAL - Aço e bronze
Os 120 metros da estátua simbolizam os 12 raios de luz emanados do corpo de Buda, e as mãos nesta posição representam a aceitação de todas as raças do mundo
2. GUANYIN

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ALTURA TOTAL - 108 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 88 m
LOCALIZAÇÃO - Sanya, China
ANO DE INAUGURAÇÃO - 2005
MATERIAL - Cobre
Guanyin é o "ser da iluminação", ou bodhisattva, da compaixão budista.A obra tem três faces: uma olha para a China, outra para Taiwan e a outra para o mundo
3. PEDRO, O GRANDE

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ALTURA TOTAL - 96 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 96 m
LOCALIZAÇÃO - Moscou, Rússia
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1997
MATERIAL - Bronze
Criada para representar Colombo, era um presente russo aos Estados Unidos. Mas nenhuma cidade americana quis o mimo, e os russos mudaram a face para a do czar
4. BUDA CHINÊS

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ALTURA TOTAL - 88 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 88 m
LOCALIZAÇÃO - Ling Shan, China
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1996
MATERIAL - Bronze
Para chegar até a base da estátua de Buda, é preciso percorrer uma escada com 99 degraus. A obra fica em uma espécie de parque budista, onde está o templo de Xiangfu
5. MOTHERLAND

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ALTURA TOTAL - 85 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 85 m
LOCALIZAÇÃO - Volgogrado, Rússia
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1967
MATERIAL - Concreto e aço
Estátua de uma mulher com uma espada em punho, comemorando a vitória soviética em uma batalha. Na antiga União Soviética, várias obras receberam o mesmo nome
6. MOTHERLAND UCRANIANA

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ALTURA TOTAL - 102 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 62 m
LOCALIZAÇÃO - Kiev, Ucrânia
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1981
MATERIAL - Metal
Na base, há um museu em memória aos saldados mortos na Segunda Guerra Mundial. Pesa 530 toneladas - só a espada pesa 9 toneladas!
7. KANNON

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ALTURA TOTAL - 56 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 56 m
LOCALIZAÇÃO - Sanukimachi, Japão
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1961
MATERIAL - Cobre
É a versão japonesa da bodhisattva Guanyin, da posição 2 desta lista. Foi construída em memória de todos os que morreram durante as guerras
8. ESTÁTUA DA LIBERDADE

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ALTURA TOTAL - 96 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 46 m
LOCALIZAÇÃO - Nova York, EUA
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1886
MATERIAL - Cobre
Foi um presente da França nos cem anos de independência americana. A estrutura foi projetada por Eiffel, o mesmo da torre de Paris
9. BUDA SENTADO

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ALTURA TOTAL - 34 m
ALTURA SEM O PEDESTAL - 34 m
LOCALIZAÇÃO - Ilha de Lantau, Hong Kong
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1993
MATERIAL - Bronze
Estátua de Buda em uma flor de lótus, levou 20 anos para ser erguida. Simboliza a harmonia entre o homem e a natureza
10. CRISTO REDENTOR

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ALTURA TOTAL - 38 m
ALTURA SEM O PEDESTAL -30 m
LOCALIZAÇÃO - Rio de Janeiro, Brasil
ANO DE INAUGURAÇÃO - 1931
MATERIAL - Concreto
No alto do Corcovado, nossa maravilha foi feita com uma tela de aço colocada sobre o molde de gesso, além da argamassa

Bebê nasce “grávida” na China

Uma garotinha nascida em Hong Kong (China) em 2010 tinha poucos meses de vida quando os médicos suspeitaram de que ela teria dois tumores no abdômen. Os pais ficaram aflitos e, depois dos exames, receberam uma notícia boa e uma ruim.
A bebê não tinha tumores (notícia boa)… mas tinha dois fetos na barriga!
Ela pesava apenas 9 kg quando foi diagnosticada, mas tinha gêmeos com coluna vertebral, intestinos, medula óssea, tecido cerebral, caixa torácica e cordão umbilical desenvolvidos. A julgar pelas partes do corpo que encontraram no bebê, os médicos estimam que os gêmeos encontrados na barriga da garota teriam cerca de 10 semanas de idade quando pararam de se desenvolver.
O fenômeno só foi publicado agora, depois de estudos que explicaram que a garota sofria da rara condição de fetus in fetu (ou gêmeo parasita), em que o corpo do bebê acaba absorvendo o feto malformado de um irmão gêmeo, ainda na barriga da mãe!
Autores do estudo constataram que os fetos parcialmente formados e a menina possuem o mesmo DNA, o que poderia indicar que a mãe estaria inicialmente grávida de trigêmeos idênticos, mas os pesquisadores não têm certeza de que foi isso mesmo o que aconteceu.
Casos como este só foram descritos 100 vezes na literatura médica mundial, e a paciente só pôde fazer uma cirurgia para retirá-los quando completou 3 anos de idade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como é feito o exame de ressonância magnética?

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A grande vantagem desse exame é mostrar os tecidos internos do corpo humano sem submetê-los à radiação, como fazem os raios-x. O aparelho cria um campo magnético no organismo do paciente, de modo que os núcleos dos átomos de hidrogênio - elemento abundante no nosso corpo, por entrar na composição da água - se alinhem e formem pequenos ímãs. A região examinada é atravessada, então, por ondas de rádio semelhantes às que são transmitidas por emissoras FM. Quando as ondas passam pelos átomos de hidrogênio, produzem uma vibração que é detectada e enviada a um computador. Ele analisa os sinais recebidos e os transforma na imagem que aparece na tela e depois é impressa em filme. O exame de ressonância magnética pode avaliar e mostrar possíveis lesões em qualquer órgão ou tecido do corpo humano que tenha água em sua composição, como a medula óssea, por exemplo. Os ossos ficam de fora pois, como quase não têm água, não vibram e aparecem na imagem como manchas pretas.
Câmera indiscreta Bombardeio com ondas de rádio fotografa e filma o interior do corpo humano 1. O exame é feito dentro de um casulo chamado magneto - que submete o organismo a um forte campo magnético
2. Todos os tecidos do corpo que possuem água contêm átomos de hidrogênio
3. Estimulados pelo campo magnético, os átomos se alinham, como ímãs microscópicos
4. Sob a ação de ondas de rádio, as partículas vibram, de acordo com a densidade do tecido
5. A vibração das partículas magnetizadas é capturada por antenas colocadas dentro do aparelho. Elas transmitem o sinal a um computador, que, por sua vez, gera uma imagem fotográfica do interior do corpo

O que eram os oráculos?

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Pergunta da leitora - Verônica Aparecida Vian,
Altinópolis, SP
Eram as respostas reveladas por meio de artes de adivinhação (divinatórias) a uma questão pessoal. O termo, porém, teve seu significado ampliado para designar tanto a entidade consultada como o intermediário humano entre a divindade e o questionador e até mesmo o local em que os oráculos se manifestam. Atualmente, "oráculo" também pode designar um objeto ou método usado para obter esclarecimentos sobre assuntos específicos (tarô, por exemplo). Embora haja registros de consultas a divindades para adivinhação desde a Antiguidade, foi na Grécia que a prática ganhou status de culto nacional, com templos dedicados exclusivamente a práticas divinatórias. Um dos mais ricos e frequentados era o templo de Delfos, em que Apolo era consultado por uma sacerdotisa apelidada de pitonisa (serpente). Os rituais em Delfos duraram até a ascensão do cristianismo como religião oficial do Império Romano, que a essa altura já dominava a cidade.
Acredita-se que a pitonisa pronunciasse as respostas em versos semelhantes aos usados nos poemas Ilíada e Odisseia, de Homero
Conhece-te a ti mesmo
O templo de Apolo, em Delfos, funcionou como oráculo entre os séculos 7 a.C. e 3 d.C.
RESPEITÁVEL PÚBLICO
No seu auge, o templo era frequentado por cidadãos comuns e por governantes gregos e estrangeiros. Para furar as longas filas, os figurões pagavam bem. Tanto o povão como os fura-filas sacrificavam uma ovelha ou uma cabra antes de entrar no templo. As entranhas dos bichos eram examinadas por sacerdotes em busca de sinais proféticos
COBRA CRIADA
Antes do ritual, a pitonisa descia até uma câmara subterrânea e inalava vapores sagrados para entrar em contato com Apolo. Historiadores divergem em relação à transmissão dos oráculos: as respostas seriam transmitidas pela profetisa aos visitantes com palavras enigmáticas ou interpretadas e repassadas aos peregrinos pelos sacerdotes
TERRA EM TRANSE
O estado alterado em que a pitonisa recebia e declarava as revelações pode ter uma causa nada sobrenatural. Ao analisar rochas e fontes de água de Delfos, o geólogo holandês Jelle de Boer notou a presença de etano, metano e etileno. Essa combinação gasosa e narcótica subia por fendas no solo sob as quais o templo foi construído
PEDRA SOBRE PEDRA
Uma das falhas geológicas estava alinhada com fontes de água e havia até uma nascente abaixo do templo. A água escaldante, vinda de camadas profundas do solo, passava por uma camada de pedra calcária betuminosa, liberando os vapores alucinógenos que faziam a cabeça da pitonisa
FONTES ancient-greece.org e nationalgeographic.com

Quando surgiram os homens-bomba?

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Os primeiros terroristas suicidas que explodiam o próprio corpo apareceram entre os séculos 14 e 16. "Naquela época, o Império Turco-Otomano vivia um perído de expansão. Uma das armas de seu Exército eram os guerreiros suicidas conhecidos como bashi-bazouks, que se precipitavam contra fortificações ou linhas de batalha do inimigo", diz o historiador Márcio Scalércio, da Universidade Cândido Mendes (RJ). Depois vieram os anarquistas da Rússia czarista, os camicases japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas a partir da década de 50. Mas é bom esclarecer que a expressão "homem-bomba" e a popularização da prática são bem mais recentes - mais precisamente, nos conflitos do Oriente Médio dos últimos 20 anos. Tudo leva a crer que a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi o marco fundante para essa cultura de terroristas explosivos. Inspirados pelas ações de xiitas iranianos, grupos radicais palestinos como Hamas, Jihad Islâmica e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa fizeram do homem-bomba sua arma favorita na luta contra Israel. Hoje, jovens são doutrinados em escolas muçulmanas ou mesquitas e recebem prêmios pelo "ato de fé" - o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein chegava a pagar 25 mil dólares para a família de um suicida. E a moda macabra já lança tendências: no Sri Lanka e na Chechênia já existem mulheres-bomba e, na Palestina, os terroristas não são mais mortos de fome sem perspectivas. Uma pesquisa recente mostrou que a maioria dos homens-bomba palestinos vêm da classe média e têm boa educação.
Vestidos para matar Carregados de explosivos, suicidas usam disfarces até o momento do atentado MASSINHA PERIGOSA
O explosivo conhecido como C-4 (ciclotrimetileno-trinitramina) tem consistência maleável, semelhante à argila. Depois de ser acionado por uma carga elétrica, o C-4 explode quase instantaneamente, voando por um raio de centenas de metros. A ironia é que os Estados Unidos são os principais fabricantes desse explosivo plástico
DESTRUIÇÃO MULTIPLICADA
Pregos, bolinhas de ferro e pedaços de vidro são embalados junto com a massa explosiva. Quando a bomba é acionada, o material é arremessado com um impulso que supera em várias vezes a velocidade do som, alojando-se no corpo das vítimas. A hemorragia causada pelos estilhaços causa mais mortes que o impacto da explosão
O ÚLTIMO TRAJE
Embora não haja um padrão de roupa, no Oriente Médio os homens-bomba costumam usar um cinturão ou um colete com vários bolsos, onde são colocados pacotes contendo até 9 quilos de explosivo. Esse traje é usado sob a roupa normal do terrorista. Assim, disfarçado, ele chega ao alvo sem ser identificado
FOGO NA BOMBA
Nos atentados mais recentes, homens-bomba palestinos têm usado detonadores elétricos ligados a uma pilha. Quando o botão é acionado, a pilha emite um leve impulso elétrico, que logo detona toda a carga de C-4
CÍRCULO DO TERROR
Um homem-bomba consegue ferir pessoas a um raio de até 200 metros da explosão. Na hora da detonação, os terroristas escolhem locais cheios de gente, como centros comerciais