quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Como cai um avião


dezembro
2009

TECNOLOGIA

Como cai um avião

O avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Mas algo sempre pode dar errado. Quais são os principais riscos de voar? E o que realmente pode acontecer durante um acidente?

por Bruno Garattoni e Sylvia Estrella

"Senhores passageiros, sejam bem-vindos. Em nome da SincereAir, a companhia aérea que só fala a verdade, peço sua atenção para algumas instruções de segurança. Primeiramente, gostaríamos de parabenizar os passageiros que estão sentados no fundo da aeronave - em caso de emergência, sua chance de sobreviver será bem maior. Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deverá ser mantido na posição vertical. Isso porque, em nossa nova e moderna frota de aeronaves, as poltronas da classe econômica são tão apertadas que impedem a evacuação da aeronave em caso de emergência. Na verdade, se a segurança fosse nossa maior prioridade, colocaríamos todos os assentos virados para trás. Metade do ar dentro da cabine é reciclado, o que nos ajuda a economizar combustível. Isso poderá reduzir a taxa de oxigênio no seu sangue, mas não costuma ser perigoso - e geralmente causa uma agradável sonolência. Mantenha o cinto de segurança afivelado durante todo o voo - ou você poderá ser vítima de turbulência, que é inofensiva para a aeronave, mas mata 25 passageiros por ano. Lembramos também que o assento de sua poltrona é flutuante. Não que isso tenha muita importância: a probabilidade de sobreviver a um pouso na água com um avião grande é mínima (geralmente a aeronave explode ao bater na água). Obrigada por terem escolhido a SincereAir, e tenham todos uma ótima viagem!"
Leia também: Como escolher seu assento no avião

Nenhuma empresa aérea revelaria verdades como essas. Afinal, mesmo que o avião seja o meio de transporte mais seguro que existe, ele não é (nada é) 100% seguro. A partir de uma série de estudos feitos por especialistas, chegamos às principais causas de acidentes - e descobrimos fatos surpreendentes sobre cada uma delas. Prepare-se para decolar (e cair).


Despressurização Quando as máscaras caem.

Quanto mais alto você está, mais rarefeito é o ar. Com menos resistência do ar, o avião consegue voar muito mais depressa - e gasta bem menos combustível. É por isso que os aviões comerciais voam bem alto, a 11 km de altura. O problema é que, nessa altitude, a pressão atmosférica é muito baixa (veja no infográfico abaixo). Não existe ar suficiente para respirar. Por isso, os aviões têm um sistema que comprime o ar atmosférico e joga dentro da cabine: a pressurização. É uma tecnologia consagrada, que estreou na aviação comercial em 1938 (com o Boeing 307). Mas, como tudo na vida, pode falhar. Sabe quando a aeromoça diz que "em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente"? Não assusta muito, né - parece bem menos grave do que uma pane na turbina do avião, por exemplo. Ledo engano. A despressurização pode matar, e rápido. Ao contrário do afogamento ou de outros tipos de sufocação, aos quais é possível resistir por alguns minutos, uma despressurização aguda faria você apagar em menos de 15 segundos. Em agosto de 2008, um Boeing 737 da companhia Ryanair, que ia para Barcelona, sofreu despressurização parcial da cabine. "Veio uma lufada de vento gelado e ficou incrivelmente frio. Parecia que alguém tinha aberto a porta do avião", contou um dos passageiros ao jornal inglês Daily Telegraph. Para piorar as coisas, nem todas as máscaras de oxigênio caíram automaticamente. E, das que caíram, várias não liberavam oxigênio. O que salvou os 168 passageiros é que o avião estava voando a 6,7 km de altura, mais baixo do que o normal, e isso permitiu que o piloto reduzisse rapidamente a altitude para 2,2 km, onde é possível respirar sem máscara.



Falha estrutural (ou como a força G pode despedaçar a aeronave). O avião pode perder uma asa, leme ou outra parte vital quando está no ar. Quase sempre, o motivo é manutenção malfeita - a estrutura acumula desgaste até quebrar. Mas isso também pode acontecer com aeronaves em perfeito estado. Se o piloto fizer certas manobras, gera forças gravitacionais muito fortes - e a fuselagem arrebenta. Foi o que aconteceu em 2001, com um Airbus A300 da American Airlines que decolou de Nova York. O piloto pegou turbulência, se assustou e tentou estabilizar a aeronave com movimentos normais, porém bruscos. O rabo do avião quebrou e o A300 caiu, matando 260 pessoas. Pode parecer um caso extremo, mas a resistência dos aviões à força G é uma preocupação central da indústria aeronáutica. Os jatos modernos têm sistemas que avisam quando estão voando com ângulo, velocidade ou trajetórias que possam colocar em risco a integridade da fuselagem. E a Boeing adiou o lançamento de seu novo avião, o 787, para alterar o projeto dele (simulações indicaram que, durante o voo, as asas poderiam sofrer forças G altas demais).



Pane nas turbinas Acontece. Mas não pelo que você pensa.

O maior inimigo das turbinas não são as falhas mecânicas; são os pássaros. Entre 1990 e 2007, houve mais de 12 mil colisões entre aves e aviões. As turbinas são projetadas para suportar alguns tipos de pássaro (veja abaixo), e isso é testado em laboratório com uma máquina, o "canhão de galinhas", que dispara frangos mortos contra as turbinas a 400 km/h. Desde 1990, 312 turbinas foram completamente destruídas em voo pelos pássaros. Se o avião perder um dos motores, consegue voar só com o outro. Mas, se isso acontecer durante a decolagem, quando a aeronave está baixa e lenta (90% dessas colisões acontecem a menos de 1 000 metros de altitude), ou se os pássaros destruírem ambas as turbinas, as consequências podem ser dramáticas. Como no incrível caso de um Airbus A320 da US Airways que perdeu os dois motores logo após decolar de Nova York, em janeiro de 2009. Mesmo sem nenhuma propulsão, o piloto conseguiu voar mais 6 minutos e levar o avião até o rio Hudson. Num dos raríssimos casos de pouso bem-sucedido na água, ninguém morreu.



Falha nos computadores Sim, eles também se enganam. E quando isso acontece...

Os computadores de bordo são vitais na segurança de voo. Mas também podem falhar. Como no caso do Airbus A330 - o mais computadorizado dos jatos atuais. Nos últimos 12 meses, sete A330 enfrentaram uma situação crítica: partes do computador de bordo desligaram ou apresentaram comportamento errôneo. Num desses casos, o desfecho foi dramático (o voo da Air France que ia de São Paulo para Paris e caiu no oceano Atlântico, matando 232 pessoas). Mas o problema não é exclusividade da Airbus. Em agosto de 2005, um Boeing 777 da Malaysia Airlines que decolou da Austrália teve de retornar às pressas depois que, aos 18 minutos de voo, o piloto automático começou a inclinar o avião de forma perigosa. Era um problema de software.



Erro humano Na maior parte das vezes, o piloto tem (alguma) culpa.

Os acidentes aéreos são uma sequência de erros que se somam. E, em 60% dos casos, essa equação inclui algum tipo de falha humana. A pior de todos os tempos aconteceu em 27 de março de 1977. Foi na ilha de Tenerife, um enclave espanhol a oeste da costa africana. Vários fatores se juntaram para produzir essa tragédia. Primeiro: um atentado terrorista fechou o principal aeroporto de lá e fez com que todo o tráfego aéreo fosse desviado para um aeroporto menor, Los Rodeos, que ficou sobrecarregado e cheio de aviões parados no pátio. Entre eles, dois Boeing 747. Um vinha de Amsterdã, o outro de Los Angeles. O avião americano solicitou autorização para decolar. Quem estava no comando era o piloto Victor Grubbs, 57 anos e 21 mil horas de voo. A torre de controle respondeu negando - era preciso esperar a saída do outro 747, o holandês, pilotado pelo comandante Jacob van Zanten. Zanten ficou impaciente, porque sua tripulação já estava em serviço havia 9 horas. A torre de controle reposicionou as ae­ronaves. O nevoeiro era muito forte e, por um erro de comunicação, o avião americano foi parar no lugar errado. Ignorando instruções, o 747 holandês começou o procedimento de decolagem. Ace­lerou e bateu com tudo no outro avião, que manobrava à frente. Foi o pior acidente da história, com 583 mortos.




Turbulência Como o avião pode perder a sustentação no ar.

Turbulência não derruba avião. Os jatos modernos são projetados para resistir a ela. Você já ouviu esse discurso? É uma meia-verdade. Um levantamento feito pela Federal Aviation Administration (FAA), agência do governo americano que estuda a segurança no ar, revela que entre 1992 e 2001 houve 115 acidentes fatais em que a turbulência esteve envolvida, deixando 251 mortos. Na maior parte dos casos, eram aviões pequenos, mas também houve mortes em aeronaves comerciais - as vítimas eram passageiros que estavam sem cinto de segurança, e por isso foram arremessados contra o teto a até 100 km/h (velocidade suficiente para causar fratura no pescoço). Ou seja: em caso de turbulência, o maior perigo não é o avião cair. É você se machucar porque está sem cinto. Os aviões têm instrumentos que permitem detectar com antecedência as zonas turbulentas, dando tempo para desviar, mas isso nem sempre é possível: existe um tipo de turbulência, a "de ar limpo", que não é captada pelos instrumentos da aeronave. Felizmente, é rara: só causou 2,88% dos acidentes fatais.


Veja também
Infográfico: O que acontece numa turbulência de avião


Pane hidráulica Existe um encanamento que corre por toda a fuselagem. Se ele furar, as consequências podem ser terríveis.

Os controles do avião dependem do sistema hidráulico - uma rede de canos que liga o cockpit às partes móveis do avião. Esses canos estão cheios de fluido hidráulico, uma espécie de óleo. Quando o piloto dá um comando (virar para a esquerda, por exemplo), um sistema de bombas comprime esse óleo - e o deslocamento do líquido movimenta as chamadas superfícies de controle. São as peças que controlam a trajetória do avião, como o leme e os flaps. O sistema hidráulico é tão importante, mas tão importante, que os aviões modernos têm nada menos do que três: um principal e dois de reserva. Por isso mesmo, a pane total é muito rara. Mas ela é o pior pesadelo dos pilotos. "O treinamento para situações de pane hidráulica é muito frequente e exige bastante dos pilotos", explica o comandante Leopoldo Lázaro. Se os 3 sistemas hidráulicos falharem, a aeronave perde totalmente o controle. E isso já aconteceu. Em julho de 1989, um McDonnell Douglas DC-10 decolou de Denver com destino a Chicago. Tudo corria bem até que a turbina superior, próxima à cauda do avião, explodiu. Estilhaços do motor penetraram na fuselagem e cortaram os canos de todos os sistemas hidráulicos. O avião não tinha como subir, descer, virar nem frear. Aí o comandante Alfred Haynes, 58 anos e 37 mil horas de voo, realizou uma das maiores proezas da história da aviação. Usando o único controle de potência das turbinas, o único que ainda funcionava no avião, conseguiu fazer um pouso de emergência. A aeronave explodiu, mas 185 dos 296 passageiros sobreviveram.


Um avião grande carrega 600 litros de fluido hidráulico, que se distribui por redes de canos.



Fonte - Boeing


Meses de risco Em quais épocas do ano acontecem mais acidentes*

Jan - 8,96%

Fev - 7,4%

Mar - 8,77%

Abr - 6%

Mai - 5,84%

Jun - 8,18%

Jul - 9,74%

Ago - 8,96%

Set - 9,55%

Out - 8,18%

Nov - 9,55%

Dez - 7,79%


* A soma não dá 100% devido a arredondamento.

Fonte - Aircraft Crashes Record Office 


As aeronaves que mais caíram
Em acidentes fatais por milhão de decolagens



Fonte - Boeing 

Para saber mais
Caixa Preta
Ivan Sant’Ana, Editora Objetiva, 2000.

O Rastro da Bruxa
Carlos Ari Germano, EDPUCRS, 2008.

Chocolate melhora a memória e combate a demência

29 de outubro de 2014
chocolate1
Uma deliciosa dica da ciência: comer chocolate diariamente pode melhorar sua memória – e combater a demência na velhice.
Pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, convidaram 37 pessoas, entre 50 e 69 anos, para ingerir uma quantidade diária de um dos componentes do cacau, o flavanol, por três meses. Metade recebeu uma concentração grande (900mg de flavanol), já a outra turma ganhou uma dose menor (10 mg). Enquanto tinham os cérebros escaneados, todos os participantes fizeram testes de memória, antes e depois dos 90 dias de dieta.
Após a ingestão diária de altas doses de flavanol, os participantes se saíam bem melhor nos jogos de memória. É que as atividades numa região específica do hipocampo (giro dentado), que tem um papel importante na memória, aumentaram nesse grupo de participantes. Ainda não se sabe as razões, mas o flavanol consegue melhorar as conexões nessa região do cérebro.
E os efeitos não são pequenos. “Se um participante tinha uma memória típica de alguém de 60 anos no começo do estudo, depois dos três meses, aquela pessoa conseguia alcançar a memória de um adulto de 30 ou 40 anos”, explica Scott Small, um dos autores da pesquisa.
O único problema é que uma barra normal de chocolate não tem uma quantidade tão grande assim de flavanol. Mas de pouquinho em pouquinho deve dar algum resultado.
Crédito da foto: flickr.com/elpatojo/

ILEGAL: primeiro filme da SUPER mostra a luta de pacientes pela legalização da maconha medicinal no Brasil

divulgacao
Talvez você já conheça Katiele Bortoli Fischer. Ela apareceu numa edição especial da SUPER em fevereiro, onde contou a história de sua filha Anny. A menina de 5 anos tem uma síndrome que desencadeia um tipo grave e incurável de epilepsia e, desde que nasceu, tinha crises frequentes de convulsões – eram até 80 por semana. O único remédio que ajudou a acabar com as crises de Anny foi o canabidiol (CBD), um componente extraído da maconha que não tem efeitos psicoativos. O problema é que a maconha é proibida no Brasil. Para tratar sua filha, Katiele teve que importar a planta do exterior. Tudo ilegalmente.
A história comovente de Anny foi tema de um curta-metragem, que estreou em março de 2014, e inspirou o Repense, campanha criada para incentivar o debate e espalhar informação sobre o uso medicinal de maconha no Brasil. Depois, o caso foi parar na TV, em programas como Fantástico e Encontro. Agora, Katiele e sua filha estão no cinema. ILEGAL, o primeiro longa-metragem da SUPER,  estreia no dia 9 de outubro em várias salas espalhadas por grandes cidades brasileiras. O filme dirigido por Raphael Erichsen e Tarso Araujo, autor da primeira reportagem da SUPER sobre Katiele, acende a discussão em torno do uso medicinal da maconha e aborda as dificuldades burocráticas e jurídicas pelas quais passam alguns pacientes que só encontraram na Cannabis a solução para seus problemas de saúde.

Leia também:
Portal Comunique-se: ‘Ilegal’: Documentário marca estreia da Superinteressante nos cinemas
Folha de S. Paulo: Maconha é tema de documentário sobre seu uso medicinal
Meio & Mensagem: Superinteressante estreia nos cinemas
Uma das bandeiras que o filme levanta é contra o preconceito e a desinformação, que normalmente atrasam o debate por aqui. Como se quem precisa da maconha medicinal já não enfrentasse obstáculos suficientes. Em teoria, no Brasil, para importar o CBD legalmente, seria preciso fazer uma solicitação à Anvisa, incluindo um laudo e parecer médico. Mas o médico que prescrever maconha no tratamento de um paciente pode até ter o registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina. Dá para imaginar a dificuldade que é encontrar uma brecha no sistema só para poder conseguir pedir a autorização. O processo é caro e, no final, a solicitação pode ser rejeitada.
No 4º Simpósio Internacional da Cannabis Medicinal, em maio desse ano, a Anvisa sinalizou que facilitaria um pouco o processo para os pacientes como Katiele, que dependem do CBD. A agência estudou tirá-lo da lista de substâncias proibidas e incluí-lo na lista de controlados. Mas isso ainda não aconteceu – e não há previsão se um dia vai acontecer. A desculpa é a falta de argumentos científicos que ajudem a comprovar os efeitos terapêuticos da substância.
Quem acompanha a luta pela legalização da maconha medicinal tem muitos motivos para torcer para que, logo, a situação mude no Brasil. “É impossível ver uma história como a de Katiele e não ficar do lado dela”, disse Tarso Araujo, numa entrevista ao Jornal Canábico, canal informativo de um site especializado no tema. Não conhece a luta de Katiele ou quer entender melhor o assunto antes de tirar suas próprias conclusões? Confira se ILEGAL vai passar na sua cidade:
Belém: Cinépolis Parque Belém
Belo Horizonte: Cine Belas Artes
Brasília: Espaço Itaú de Cinema
Campo Grande: Cinépolis Norte Sul Plaza
Curitiba: Cinépolis Pátio Batel e Espaço Itaú de Cinema
Florianópolis: Cinespaço Beiramar Shopping
Fortaleza: Cinema Dragão do Mar
Manaus: Cinépolis Ponta Negra
Natal: Cinépolis Natal Shopping
João Pessoa: Cinespaço Mag Shopping
Porto Alegre: Espaço Itaú de Cinema
Rio de Janeiro: Cinépolis Lagoon e Espaço Itaú de Cinema
Salvador: Cinépolis Bela Vista e Espaço Itaú de Cinema
São Luis: Cinépolis São Luis
São Paulo: Cinépolis JK Iguatemi e Espaço Itaú de Cinema (Frei Caneca, Pompeia e Augusta)
Santos: Cinespaço Miramar Shopping
Sorocaba: Cinespaço Villàggio Shopping
Acompanhe também a página oficial do filme ILEGAL no Facebook.

sábado, 25 de outubro de 2014

Revista Veja: Dilma e Lula sabiam de caso da Petrobras, diz doleiro Alberto Youssef

Revista Veja trouxe informações sobre depoimento de doleiro
A revista Veja divulgou, na noite de quinta-feira (23), a capa de sua próxima edição, que afirma que a presidente Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento sobre os desvios de dinheiro realizados na Petrobras. A informação foi alegada pelo doleiro Alberto Youssef, caixa do esquema de corrupção, em depoimento dado, segundo a revista, à Polícia Federal e ao Ministério Público na terça-feira.
Youssef é apontado pela Polícia Federal como operador de um esquema de lavagem de dinheiro em diversos casos de corrupção, entre eles o da Petrobras. Ele está preso no Paraná desde que foi deflagrada a Operação Lava Jato, quando fez acordo de delação premiada com a Justiça.
Matéria da Veja é estratégia pró-Aécio, diz PT
Em entrevista ao Terra nesta noite, o presidente do PT de São Paulo, Emidio de Souza, rechaçou a revista Veja e afirmou que a publicação é estratégia para impulsionar a campanha de Aécio Neves (PSDB), já que o País está a poucos dias do 2º turno da eleição presidencial - Dilma e Aécio estão na disputa. Emidio falou durante ato de eleitores e militantes do PT na capital paulista.
“É um desserviço ao bom jornalismo e à democracia, uma revista querer, a 48h de uma eleição, trazer uma matéria deste naipe. É um desserviço, uma falta de imparcialidade, ou melhor, é uma parcialidade total na disputa eleitoral. Eu acho que a Veja perde um pouco mais do pouco que lhe resta de credibilidade”, disse o dirigente.
Sobre o conteúdo da reportagem, Emídio afirmou que o depoimento do doleiro Youssef não possui credibilidade. “Você vai acreditar em um cara que fala que o Lula e a Dilma sabiam? Que credibilidade tem esse elemento? Quando ele tratou disso com o Lula e a Dilma? Nunca. Nunca tratou de nada disso”.
“Isso é matéria tipicamente destinada a produzir efeitos eleitorais, mais nada. A campanha do PSDB tem tido muito ódio, e nós não vamos responder com isso. Não vamos responder com esse ódio, não vamos entrar neste jogo. Eles estão perdendo a guerra. Campanha de ódio, quem espalha, perde”, finalizou.


Na TV, Dilma anuncia que vai processar a Veja

Revista publicou que presidenta e Lula saberiam do escândalo da Petrobras, mas próprio advogado do autor da denúncia nega informação
por Redação — publicado 24/10/2014 13:58, última modificação 24/10/2014 14:40 
 

Botão Eleições 2014A presidenta e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, anunciou em seu programa eleitoral, desta sexta-feira 24, que vai processar a revista Veja, publicação semanal da editora Abril, por publicar uma “falsa denúncia” na edição que chega hoje às bancas. Isso porque o periódico estampou em sua última capa antes do segundo turno a acusação de que o ex-presidente Lula e a presidenta saberiam do esquema de corrupção na Petrobras.  Para Dilma, a publicação “não apresentou nenhuma prova” e representa um “ato de terrorismo eleitoral”.
“Gostaria de encerrar minha campanha de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja. Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a Veja move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez ela excedeu todos os limites (...) ao insinuar que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras. A Veja comete esta barbaridade contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime. Veja fracassará no intento criminoso, ela não ficará impune. A justiça livre desse país vai condená-la por esse crime”, afirmou a petista.
Dilma lembrou ainda que a Veja antecipou a distribuição da revista com a “intenção malévola de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições”. Na reportagem, o periódico se baseia em uma suposta declaração que teria sido feita pelo doleiro Aberto Yousseff, em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Procurado pelos jornais O Estado de S.Paulo e O Globo, contudo, o advogado do acusado negou que ele tenha afirmado isso. “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso [que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras]. Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, concluiu o próprio defensor de Yousseff, Antonio Figueiredo Basto.
Assista ao programa eleitoral na íntegra:
 

Aécio acusa PT de tentar censurar a revista Veja


Em rápido pronunciamento à imprensa, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o PT de tentar censurar a última edição da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (24). O tucano fez apenas uma declaração sobre a reportagem de capa da revista Veja, que diz que o doleiro Alberto Youssef, preso desde março, afirmou que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ambos do PT) tinham conhecimento do suposto esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.


"A denúncia é extremamente grave e tem que ser confirmada, mas é preciso que seja também apurada", afirmou o candidato tucano, que acusou o PT de tentar censurar a publicação. "O Brasil merece uma resposta daqueles que governam o País. Infelizmente, a única manifestação foi pela censura, pela retirada de circulação da maior revista nacional. Essa não é, certamente, a resposta que os brasileiros aguardam".

O candidato tucano recusou-se a responder a perguntas de jornalistas, ao contrário do que tem feito diariamente durante a campanha, quando grava depoimentos para emissoras de TV. "Hoje não vou dar entrevista. Vou fazer apenas uma declaração em razão da relevância do tema", disse em uma sala do Hotel Sheraton, no Leblon, zona sul do Rio, onde passou o dia se preparando para o debate desta noite na TV Globo.

Aécio disse que a reportagem relata "supostos desvios" e que a delação premiada "assegura benefícios a quem a faz apenas se ela vier assegurada de comprovações das denúncias", mas afirmou: "Determinei ao PSDB que ingresse hoje na Procuradoria Geral da República solicitando que essas investigações sejam aprofundadas em razão da sua gravidade, chamando a atenção para uma parte do depoimento do senhor Youssef que diz que um dos coordenadores da campanha do PT solicitava que fossem repatriados, portanto que retornassem ao Brasil, US$ 20 milhões para a atual campanha eleitoral. Se comprovado isso, é a confirmação de que houve operação de caixa 2 na atual campanha presidencial do PT".

Ele afirmou que o PSDB vai acompanhar o desenrolar das investigações e que, se eleito, "elas serão ainda mais aprofundadas".

Liminar do TSE proíbe revista 'Veja' de fazer publicidade de capa

Para ministro, os contornos de propaganda eleitoral contidos na divulgação da revista 'Veja' interferem de forma indevida e grave em detrimento da candidatura da presidenta Dilma
por Redação da RBA publicado 25/10/2014 10:11
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tse.jus.br
admar gonzaga
Gonzaga: "Propaganda eleitoral de conteúdo negativo poderá acarretar prejuízo irreparável à lisura do pleito”
São Paulo – O ministro Admar Gonzaga, do Superior Tribunal Eleitoral, concedeu na noite de ontem (24) liminar proibindo a Editora Abril, responsável pela publicação da revista Veja, de veicular publicidade da última edição em rádio, televisão, outdoor e propaganda paga na internet. A reportagem de capa afirma que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento de esquema de corrupção da Petrobras.
"Tendo em vista que a Representada (revista Veja) antecipou em dois dias a publicidade da revista, entendo que a propagação da capa, ou do conteúdo em análise, poderá transformar a veiculação em verdadeiro panfletário de campanha, o que, a toda evidência, desborda do direito/dever de informação e da liberdade de expressão", diz o relatório de Gonzaga.
Segundo o documento, “a tentativa de interferência no curso das campanhas eleitorais, pela Representada poderá, inclusive, configurar a utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político, apurável por meio de Ação de Investigação Judicial Eleitoral”.
Para o ministro, os contornos de propaganda eleitoral contidos na divulgação da revista Veja interferem de forma indevida e grave em detrimento da candidatura da presidenta Dilma Rousseff. “Considerando estarmos na antevéspera do pleito presidencial, a realização de propaganda eleitoral de conteúdo negativo poderá acarretar prejuízo irreparável ao equilíbrio e lisura do pleito.”
Para ele, a divulgação da capa da Veja, ou "de excertos do conteúdo da matéria, a título de publicidade comercial, caracteriza propaganda eleitoral com excepcional capacidade de influenciar a opinião dos eleitores, ainda que estes não sejam leitores daquele periódico".
Ainda ontem, o PT entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de abertura de inquérito criminal para investigar o vazamento do suposto depoimento no qual o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), liga a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula ao esquema de corrupção na Petrobras. Segundo o PT, a informação publicada pela Veja é "inverídica, difamatória e caluniosa”.
Na petição, os advogados também pedem acesso à integra do depoimento de delação premiada feito entre o doleiro, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. "Deve-se destacar a necessidade de acesso imediato ao conteúdo do mencionado depoimento, visto que ampla divulgação de supostos fatos criminosos envolvendo a presidenta da República, exatamente às vésperas da eleição presidencial, sem que se possibilite um mínimo contraditório da imputada, o que pode influenciar o eleitorado  e abala a lisura do pleito", afirma a defesa do partido.
Mais cedo, o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido do partido para a  retirada da reportagem na página do Facebook da revista Veja.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ILEGAL: primeiro filme da SUPER mostra a luta de pacientes pela legalização da maconha medicinal no Brasil

divulgacao
Talvez você já conheça Katiele Bortoli Fischer. Ela apareceu numa edição especial da SUPER em fevereiro, onde contou a história de sua filha Anny. A menina de 5 anos tem uma síndrome que desencadeia um tipo grave e incurável de epilepsia e, desde que nasceu, tinha crises frequentes de convulsões – eram até 80 por semana. O único remédio que ajudou a acabar com as crises de Anny foi o canabidiol (CBD), um componente extraído da maconha que não tem efeitos psicoativos. O problema é que a maconha é proibida no Brasil. Para tratar sua filha, Katiele teve que importar a planta do exterior. Tudo ilegalmente.
A história comovente de Anny foi tema de um curta-metragem, que estreou em março de 2014, e inspirou o Repense, campanha criada para incentivar o debate e espalhar informação sobre o uso medicinal de maconha no Brasil. Depois, o caso foi parar na TV, em programas como Fantástico e Encontro. Agora, Katiele e sua filha estão no cinema. ILEGAL, o primeiro longa-metragem da SUPER,  estreia no dia 9 de outubro em várias salas espalhadas por grandes cidades brasileiras. O filme dirigido por Raphael Erichsen e Tarso Araujo, autor da primeira reportagem da SUPER sobre Katiele, acende a discussão em torno do uso medicinal da maconha e aborda as dificuldades burocráticas e jurídicas pelas quais passam alguns pacientes que só encontraram na Cannabis a solução para seus problemas de saúde.

Leia também:
Portal Comunique-se: ‘Ilegal’: Documentário marca estreia da Superinteressante nos cinemas
Folha de S. Paulo: Maconha é tema de documentário sobre seu uso medicinal
Meio & Mensagem: Superinteressante estreia nos cinemas
Uma das bandeiras que o filme levanta é contra o preconceito e a desinformação, que normalmente atrasam o debate por aqui. Como se quem precisa da maconha medicinal já não enfrentasse obstáculos suficientes. Em teoria, no Brasil, para importar o CBD legalmente, seria preciso fazer uma solicitação à Anvisa, incluindo um laudo e parecer médico. Mas o médico que prescrever maconha no tratamento de um paciente pode até ter o registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina. Dá para imaginar a dificuldade que é encontrar uma brecha no sistema só para poder conseguir pedir a autorização. O processo é caro e, no final, a solicitação pode ser rejeitada.
No 4º Simpósio Internacional da Cannabis Medicinal, em maio desse ano, a Anvisa sinalizou que facilitaria um pouco o processo para os pacientes como Katiele, que dependem do CBD. A agência estudou tirá-lo da lista de substâncias proibidas e incluí-lo na lista de controlados. Mas isso ainda não aconteceu – e não há previsão se um dia vai acontecer. A desculpa é a falta de argumentos científicos que ajudem a comprovar os efeitos terapêuticos da substância.
Quem acompanha a luta pela legalização da maconha medicinal tem muitos motivos para torcer para que, logo, a situação mude no Brasil. “É impossível ver uma história como a de Katiele e não ficar do lado dela”, disse Tarso Araujo, numa entrevista ao Jornal Canábico, canal informativo de um site especializado no tema. Não conhece a luta de Katiele ou quer entender melhor o assunto antes de tirar suas próprias conclusões? Confira se ILEGAL vai passar na sua cidade:
Belém: Cinépolis Parque Belém
Belo Horizonte: Cine Belas Artes
Brasília: Espaço Itaú de Cinema
Campo Grande: Cinépolis Norte Sul Plaza
Curitiba: Cinépolis Pátio Batel e Espaço Itaú de Cinema
Florianópolis: Cinespaço Beiramar Shopping
Fortaleza: Cinema Dragão do Mar
Manaus: Cinépolis Ponta Negra
Natal: Cinépolis Natal Shopping
João Pessoa: Cinespaço Mag Shopping
Porto Alegre: Espaço Itaú de Cinema
Rio de Janeiro: Cinépolis Lagoon e Espaço Itaú de Cinema
Salvador: Cinépolis Bela Vista e Espaço Itaú de Cinema
São Luis: Cinépolis São Luis
São Paulo: Cinépolis JK Iguatemi e Espaço Itaú de Cinema (Frei Caneca, Pompeia e Augusta)
Santos: Cinespaço Miramar Shopping
Sorocaba: Cinespaço Villàggio Shopping
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Qual a diferença entre votos brancos e nulos?

Qual a diferença entre votos brancos e nulos? Verdade que eles vão para quem está ganhando?
Marcelo G. Farias, São Paulo, SP
dilmecio
Na teoria, eles são diferentes. Na prática, não. O voto nulo é um voto anulado – é como se não existisse ou não tivesse sido feito. Já o voto em branco serve para você dizer que nenhum candidato lhe agrada.
No entanto, ambos têm peso zero e não são usados na contagem eleitoral – são computados para fins de estatística e, portanto, não vão para quem ganha nem para quem perde. Diga para aquele seu amiguinho que adora espalhar bobagens na internet.
De acordo com a atual legislação eleitoral, só votos destinados a candidatos ou à legenda são contabilizados na eleição. No fim das contas, os votos em branco ou nulos ajudam os concorrentes à eleição, já que eles diminuem o número de votos válidos necessários para se eleger. Exemplo: se temos 10 votos válidos e dois candidatos, é preciso conseguir seis votos para chegar ao poder. No entanto, se temos 10 votos, um nulo e um branco, apenas 8 votos serão considerados. Aí, para vencer, um dos candidatos precisa de apenas 5 votos.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

7 coisas que você não pode cobrar (só) do Presidente da República

Por Bruno Assis
Polícia menos truculenta, hospitais “padrão FIFA”, salários dignos para os professores, fim da corrupção. Estas foram só algumas das diversas reivindicações que surgiram nas manifestações de junho de 2013. Nas época, muita gente disse: “a resposta viria nas urnas”. Pouco mais de um ano e uma eleição depois, será que o gigante ainda está acordado? Se depender das movimentações das redes sociais durante o período eleitoral, sim. Mas é preciso ter cuidado na hora de cobrar coisas do Governo Federal. Aliás, também é bom ter cuidado na hora de ouvir propostas de candidatos: algumas promessas eles jamais serão capazes de cumprir sozinhos.
Às vésperas do segundo turno das eleições 2014, mostramos sete funções que não são exclusivas do presidente da República. Mas, afinal, se não dá para cobrar de quem está na presidência, vamos cobrar de quem? Descubra:

1. Diminuição do IPTU e IPVA
IPTU IPVA
Creative Commons / Zé Carlos Barreta
Quando chega janeiro, não é para o Governo Federal que você deve dirigir as queixas sobre o valor do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). Segundo a Constituição Federal de 1988, os responsáveis pelas duas tributações são, respectivamente, o município e o Estado.
O IPTU é regido pelo artigo 156, inciso I, que diz competir aos municípios a instituição de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana. O parágrafo primeiro ainda diz que ele pode ser alterado de acordo com a valorização/desvalorização do imóvel e ter taxas diferentes de acordo com a localização e do uso que é feito do local.
Já o IPVA está previsto no artigo 155, inciso III, como competência do Estado. O parágrafo 3, inserido em 2003, mostra que o valor mínimo do imposto é estabelecido pelo Senado e pode ser aplicado a diversos tipos de veículos, como carros, motos, ônibus e caminhões. Porém nem todo o dinheiro arrecadado vai para o Estado, já que o artigo 158, inciso III, determina que 50% do valor tem o município como destino.

2. Melhorias em escolas infantis
Escola
Creative Commons / Christopher Sessums
A responsabilidade do Governo Federal, aqui, é indireta. Tudo porque o artigo 30 da Constituição Federal, inciso VI, mostra que a educação infantil e o ensino fundamental são de responsabilidade do município, com a cooperação – financeira, inclusive – da União e do Estado.
Falando neste último, ele é o maior responsável pelo ensino médio, responsável pelas escolas e gerenciamento de recursos. O Governo Federal também tem sua parcela de responsabilidade. Porém, ela é menor que a dos Estados, graças aos centros e institutos de educação tecnológica distribuídos pelo país. Também é de responsabilidade da União, através do Ministério da Educação, elaborar o Plano Nacional de Educação, que foi publicado em junho de 2014 e estabelece as estratégicas das políticas de educação para o Brasil pelos próximos dez anos.
O senador Cristovam Buarque é um dos que defendem uma maior participação da União na educação básica. Segundo ele, “nenhum Estado ou município poderá oferecer educação de qualidade em todas as suas escolas. Só a federalização da educação básica será capaz de espalhar essa escola e a carreira profissional por todo o território brasileiro.”.

3. Legalização da maconha

DrogasCreative Commons / Brett Levin
Este é um ponto que não depende apenas do presidente para acontecer. O Decreto-lei nº891, de 25 de novembro de 1938, proíbe o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de diversas plantas que são consideradas substâncias entorpecentes, entre elas a Cannabis sativa e sua variedade indica, por exemplo.
Uma mudança neste Decreto-lei só é possível se uma proposta vier da Câmara dos Deputados ou do Senado. Apresentada, ela ainda precisa ser aprovada em sua “Casa” de origem e, depois, levada para a outra “Casa”, que também precisa analisá-la e aprová-la. Só então a proposta chega ao Poder Executivo, que pode vetar ou liberar. Caso ela seja vetada, o Congresso tem o poder de decidir se o veto presidencial é válido ou não.
O mesmo processo acontece com outros assuntos tão discutidos durante as campanhas eleitorais, como diminuição da maioridade penal, legalização do aborto e criminalização da homofobia.

4. Melhorias em hospitais públicos

Hospital
Creative Commons / Bolshakov
Este é mais um ponto em que a atuação do Poder Executivo é indireta. Antes da Constituição Federal de 1988, a saúde não era considerada um direito essencial ao cidadão. Graças ao artigo 196, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado e possibilitou que a população em geral tivesse um acesso universal aos serviços de saúde. Por causa disso, a responsabilidade pela manutenção desse direito passou a ser um esforço conjunto entre municípios, estados e União.
Nessa divisão de obrigações, o município é aquele com maiores funções. Segundo o artigo 30, inciso VII, é de responsabilidade da prefeitura o compromisso de prestar ações e serviços de saúde em sua cidade, através das secretarias ou departamentos voltados para isso. Ao Estado cabe a criação de suas próprias políticas de saúde e realizar o repasse de verbas aos municípios. Já a União é a principal financiadora do SUS e cabe ao Ministério da Saúde o planejamento, normatização, avaliação e fiscalização do Sistema por todo o país.

5. Obras e manutenção do transporte público
Bus
Creative Commons / Renato Lombardero
Se o metrô da sua cidade tem problemas (ou nem existe) ou os ônibus são ineficientes, não é da União que você deve cobrar os 20 centavos. Voltando ao artigo 30, dessa vez no inciso V, vê-se que toda a parte relativa ao transporte coletivo é de responsabilidade do município, seja diretamente ou sob o regime de concessões ou permissões.
Em obras maiores, como por exemplo a ampliação/criação do metrô, o Estado e a União podem auxiliar as cidades financeiramente, mas estas devem apresentar uma proposta viável e aguardar a aprovação e liberação da verba necessária. A gestão destes empreendimentos depende da proposta, podendo ser do próprio município, do Estado ou da União, através da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU – como acontece em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal).

6. Aprimoramento do saneamento básico
sanitation
Creative Commons / Manuela d’Ávila
A Lei nº11.445, de 5 janeiro de 2007 define saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas. Ainda de acordo com a Lei, o responsável por gerir o saneamento das cidades é a prefeitura, que pode licenciar estes serviços para empresas públicas ou privadas.
Ao Governo Federal, sob a coordenação do Ministério das Cidades, fica a responsabilidade pela elaboração Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). Em 2008 foi lançando o Pacto pelo saneamento básico: mais saúde, qualidade de vida e atendimento, que resultou no Compromisso pelo Meio Ambiente e Saneamento Básico. Este é um conjunto de ações, em curso ou a serem planejadas, para atingir as metas estabelecidas pela Lei nº11.445 até 2020.

7. Policiamento
Polícia
Creative Commons / Governo do Estado de São Paulo
Voltemos à Constituição Federal de 1988. No artigo 144 são estabelecidos os cinco órgãos responsáveis pela “preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas”: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícia Militar (e Corpo de Bombeiros Militar) e Polícia Civil.
Os três primeiros são de responsabilidade da União, sendo que a Polícia Federal deve apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, prevenir e reprimir o tráfico ilícito de drogas, exercer as funções de polícia marítima, aérea e de fronteiras e trabalhar como polícia judiciária da União.
As outras duas polícias, que estão mais presentes nas ruas, são de responsabilidade do Estado e ele é o principal responsável pelo aumento ou diminuição da segurança em sua cidade. Da mesma forma que a Federal, a Polícia Civil funciona como polícia judiciária, mas em um âmbito menor que a regida pela União, além de também apurar as infrações penais. A Polícia Militar é responsável pela polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.
Já as guardas civis municipais são, como o próprio nome diz, de responsabilidade do município. Elas não são consideradas polícia e têm como principal função a proteção do patrimônio, como prédios públicos, escolas e praças.

8 coisas que você precisa saber sobre a água

Por Raquel Sodré
Se você mora em São Paulo, já deve ter percebido que o momento que a população tanto temia está chegando. Para algumas pessoas, aliás, já chegou. Pelo menos 40 cidades no estado enfrentam racionamento de água, apesar de o governador Geraldo Alckmim já ter descartado essa possibilidade. O problema, claro, não é só dos paulistas. A seca e o calor incomum para esta época do ano atingem vários estados, como Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal. Passou da hora de entendermos melhor como usar a água. Afinal, ela não vai durar para sempre. Confira 8 curiosidades sobre este recurso natural:

1. O volume morto pode até matar
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O Sistema Cantareira é o conjunto de represas responsável pelo abastecimento de 8,1 milhões de pessoas da Grande SP. Nos fundos dos reservatórios, abaixo da comportas que recolhem a água, há uma reserva de 400 bilhões de litros conhecida como “volume morto”. Essa água nunca tinha sido utilizada para o abastecimento da cidade. Mas este ano as coisas mudaram: por conta da seca vivida pelo Estado, o reservatório atingiu 8,4% de sua capacidade, uma baixa histórica. Isso fez com que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tivesse que acessar essa reserva. Foram instaladas bombas para retirar essa água da represa e agora a cidade terá o abastecimento garantido até novembro – pelo menos, é o que diz o governo. O problema com a solução encontrada pela Sabesp, contudo, é a qualidade da água do volume morto. Segundo promotores do Grupo de Atuação Especial para o Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de São Paulo, o risco dessa água para a saúde pública é alto, já que ela pode estar contaminada por metais pesados, como chumbo e cádmio. A contaminação pode causar problemas renais e de tireoide, além de diarreias e doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Além disso, o tal volume morto não é tão morto assim. No fundo dos reservatórios há seres vivos que ajudam a manter a qualidade da água. “Estamos correndo o risco de literalmente matar todos os habitantes do aquário”, diz o biólogo Fernando Reinach num artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

2. Filtro de barro é bem eficiente para purificar água
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As pesquisas compiladas no livro “The Drinking Water Book” (“O Livro da Água Potável”, em livre tradução), de Colin Ingram, apontam que o filtro de barro – aquele que sua avó provavelmente usa ou já usou – é o mais eficiente do mundo. Ele é bom na retenção de cloro, pesticidas, ferro e alumínio, além de também não deixar passar 95% de chumbo e 99% de Criptosporidiose, parasita que causa diarreias e dor de barriga. O trunfo do filtro de barro é o sistema de filtragem por gravidade: a água passa devagar pela vela e pinga em um reservatório. Isso garante que os microorganismos e os sedimentos filtrados não se misturem com a água limpa. Mas lembre-se: nenhum filtro vai limpar a água completamente se ela estiver contaminada.

3. Água mineral que vem em embalagem de vidro é melhor
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As garrafas plásticas contêm uma substância chamada xenoestrógeno. Essa substância, presente nos derivados de petróleo, tem o mesmo formato do estrógeno e, por isso, se encaixa nos receptores desse hormônio em nosso corpo. O excesso do xenoestrógeno pode engordar e até causar celulite, segundo o médico Lair Ribeiro. “Se a pessoa só toma água engarrafada em garrafas de plástico, pode estar consumindo o equivalente a cinco pílulas anticoncepcionais por dia”, alerta. Já as garrafas de vidro não apresentam esse mesmo problema e conservam a água pura.

4. Água pode ser remédio
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É muito raro conferirmos o rótulo da garrafinha de água mineral antes de pegar qualquer uma no supermercado. Mas cada água é diferente e tem propriedades diferentes, de acordo com os minerais presentes em sua nascente. Segundo o site da Associação Brasileira da Indústria das Águas Minerais (Abinam), os sais minerais presentes nas águas minerais podem contribuir com a saúde do organismo. Água com flúor é boa para a prevenção de cáries; com sódio, beneficia músculos e nervos. O magnésio previne hipertensão, enquanto o cromo regula as taxas de açúcar no sangue. Cobre absorve o ferro na forma de hemoglobina, o manganês auxilia o sistema reprodutivo. O zinco, o imunológico, e o cálcio previne a osteoporose. Já os bicarbonatos e o sulfato fazem bem para o estômago e para a digestão.

5. E também pode ser veneno
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De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 80% dos casos de doenças em todo o mundo vêm do consumo de água contaminada. A água pode trazer mais de 25 tipos diferentes de doenças, como cólera, diarreias agudas e esquistossomose. Entre as crianças, a água mata mais do que qualquer forma de violência, inclusive as guerras. Daí a importância do acesso a uma água de boa qualidade, livre de contaminações.

6. Água pode te deixar velho mais rápido
Tomar água com pH (potencial de hidrogênio) menor que 7,4 pode acelerar o processo de envelhecimento. Quem defende essa ideia é o cardiologista e nutrólogo brasileiro Lair Ribeiro. Ele explica que o pH do nosso sangue é aproximadamente 7,4. Quando você consome alguma coisa de pH diferente disso, o corpo tem que trabalhar para equilibrar esse líquido. “Para alcalinizar o sangue, o corpo tem que acidificar algum lugar – o coração, o cérebro ou algum outro tecido”, ele diz. E explica: “Os bebês são básicos. Conforme vamos envelhecendo, nos tornamos mais ácidos”. A conclusão é que, tomando uma água de pH menor que o do sangue, você acelera seu processo de envelhecimento. Para quem já esqueceu a aula de química, vale lembrar: pH igual a 7 é neutro. Abaixo disso (1, 2, 3, 5 etc) é considerado ácido. Já pH acima de 7 (7,5, 8, 9 etc) é básico ou alcalino. No Brasil, somente algumas águas engarrafadas têm pH superior a 7,5, e a água da torneira gira em torno desse número. Então, não custa conferir o rótulo antes de comprar, né?

7. A água que você toma é a mesma que os dinossauros bebiam
A quantidade de água no mundo permanece praticamente a mesma há muitos milhares de anos. O motivo para isso é aquela velha (e põe velha nisso!) história do ciclo da água: a água evapora de lagos, rios, mares e também na transpiração de seres vivos. Esse vapor forma as nuvens que, quando ficam sobrecarregadas, descarregam em forma de chuvas. A água, então, volta para a superfície terrestre e vai abastecer novamente mares, rios, lagos e também lençóis subterrâneos. Em Minas Gerais, há aquíferos (bolsões de água subterrâneos) que já existiam nos tempos dos dinossauros.

8. O Brasil gasta muito mais água do que deveria
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Para calcular o total de água potável gasta por um país, leva-se em conta todos os recursos hídricos usados na sua produção de bens e serviços. Além de tudo o que você compra, veste ou come, a conta inclui a água gasta em produtos que são exportados. Quando a gente pega essa enorme quantidade e divide pelo número de habitantes do país, o resultado é surpreendente. Segundo a organização Water Footprint, o gasto médio de água de um brasileiro (a partir do cálculo da pegada hídrica nacional) é de 2027 m³ de água por ano. São mais de 2 milhões de litros. Isso é 46,3% mais do que a média mundial, que é de 1385 m³ per capita por ano. De toda essa água gasta no Brasil, a organização estima que 9,2% vá para fora do país na forma de água virtual.

sábado, 19 de julho de 2014

Veja a Diferença entre os Ricos X Pobres

Na realidade rico não é rico por que tem dinheiro, mas porque tem um espirito totalmente diferente dos pobres. A consequência é ter mais dinheiro.

O rico acredita que pode moldar o seu destino. O pobre acredita que o destino acontece.
O rico assume o compromisso de ser rico. O pobre gostaria de ser rico.
O rico entra no jogo do dinheiro pra ganhar. O pobre entra no jogo do dinheiro pra não perder.
O rico usa juros a seu favor. O pobre usa juros contra ele mesmo, porque quer tudo pra agora.
O rico admira pessoas ricas e as toma como exemplos. O pobre detesta pessoas ricas e as toma como exemplos de mau caráter.
O rico se aproxima de indivíduos bem-sucedidos. O pobre prefere amigos que, como ele, passam dificuldades financeiras e são fracassados.
O rico diz “como posso ter isso”? O pobre diz “não posso ter isso”.
O rico estuda investimentos e faz planos. O pobre diz que “não tem tempo para estas coisas”.
O rico é um ótimo recebedor. O pobre é um péssimo recebedor.
O rico paga a si mesmo primeiro. O pobre paga aos outros primeiro.
O rico prefere ser remunerado pelos resultados. O pobre prefere ser remunerado pelo tempo dispendido.
O rico foca no patrimônio líquido. O pobre foca no rendimento mensal.
O rico, quando sofre uma adversidade, se pergunta “como posso tirar proveito disso?”. O pobre, na adversidade, se lamenta.
O rico identifica os ricos pela sua educação financeira. O pobre identifica alguém como “rico” pelos bens materiais que exibe.
O rico busca a prosperidade financeira. O pobre confunde essa busca do rico com falta de espiritualidade.
O rico foca na solução. O pobre foca no problema.
O rico, numa compra parcelada, calcula os juros embutidos e faz contas para decidir se a compra vale a pena. O pobre só observa o tamanho da parcela.
O rico põe seu dinheiro para trabalhar duro para ele. O pobre trabalha duro pelo seu dinheiro.
O rico administra bem o seu dinheiro. O pobre deixa a vida o levar.
O rico tem uma visão realista dos investimentos. O pobre quando investe pensa apenas no curtíssimo prazo e espera lucros absurdos.
O rico não despreza um rendimento passivo, mesmo que pequeno. O pobre diz “o que adianta botar o dinheiro na poupança se rende tão pouco?”
O rico age apesar do medo. O pobre fica paralisado pelo medo.
O rico foca em oportunidades. O pobre foca em benefícios.
O rico pensa grande. O pobre pensa pequeno.
Se o rico ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá aumentado. Se o pobre ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá desaparecido completamente.
Se você tirar todo o dinheiro de um rico, depois de algum tempo ele estará recuperado. Se você tirar todo o dinheiro de um pobre, ele dependerá de outras pessoas para sobreviver.
O rico diz “tenho que ser rico por causa de vocês, meus filhos”. O pobre diz “não sou rico porque tenho filhos”.
O rico tem um plano de independência para o futuro. O pobre acha que trabalhar até morrer e depender do governo e dos filhos é um plano razoável.
O rico diz “posso ter as duas coisas”. O pobre diz “posso ter isso ou aquilo”.
O rico procura se aprimorar sempre. O pobre acredita que já sabe tudo.
O rico diz “que lição posso aprender com este erro?”. O pobre diz “desde o começo eu já sabia que não daria certo”.
O rico encara um fracasso como um aprendizado. O pobre encara um fracasso como um alerta para nunca mais se arriscar.
O rico fica cada vez mais rico. O pobre fica cada vez mais pobre.
E então, como você se vê depois de ler isso tudo? Junte-se ao time dos vencedores, ao time dos “Ricos”, não só ricos financeiramente mas ricos de informação.

Enviado por Sergio Marchesin
Practitioner em PNL

Principais Direitos e Deveres do cidadão brasileiro

Principais Direitos e Deveres do cidadão brasileiro

Todos sabem que há leis os protegem, desde que cumpram com os seus deverem perante a sociedade. Saibam quais são seus direitos e deveres
Todo mundo é ciente de que além de seus direitos, possuem deveres e obrigações, para cumprir perante a sociedade, se não é, deveria. Há aqueles que preferem fugir das normas que faz com que nós sigamos, mas o certo mesmo é estar de bem com a sociedade, é fazer tudo certinho e estar limpo. Logicamente que não é necessário que você decore todos os seus deveres afinal no fundo todo mundo sabe o que deve e o que não deve fazer, mas acontece que em certos momentos sempre bate aquela dúvida em alguns quesitos.Talvez não seja preciso decorá-los porque a vida acaba ensinando. Mas é sempre bom que todos saibam, que todos procurem saber, afinal irão mostrar mais conhecimento e poder de discussão quando o assunto for os direitos humanos, até porque você vai
poder lutar pelos seus.
Para que isso aconteça. Você terá logo abaixo a lista de deveres e direitos, assim você
  poderá facilmente lutar pelo que você quer e também cumprir seus deveres com a sociedade com bastante inteligência:

Deveres

- Votar para escolher nossos governantes.
- Cumprir as leis.
- Respeitar os direitos sociais de outras pessoas.
- Educar e proteger nossos semelhantes.
- Proteger a natureza.
- Proteger o patrimônio público e social do País.
- Colaborar com as autoridades.

Direitos

- Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
- Saúde, educação, moradia, segurança, lazer, vestuário, alimentação e
transporte são direitos dos cidadãos.
- Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei.
- Ninguém deve ser submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
- A manifestação do pensamento é livre, sendo vedado o anonimato.
- A liberdade de consciência e de crença é inviolável, sendo assegurado
o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção
aos locais de culto.
Conheça o Cartão Cidadão

terça-feira, 6 de maio de 2014

SISTEMA POLÍTICO E DE GOVERNO DO BRASIL - A REALIDADE

SISTEMA POLÍTICO E DE GOVERNO DO BRASIL - A REALIDADE

Caro (a) amigo (a), nos deparamos por diversas vezes no nosso dia a dia com algumas perguntas que às vezes nos fazem parar pra pensar e tentar achar uma resposta ou justificativa para a situação. Perguntas como: Porque somos considerados um país de Terceiro Mundo ? Porque o Brasil tem o 3º pior índice de desigualdade social do mundo ? Porque a educação no Brasil é tão defasada ? Porque tanta criminalidade, corrupção e injustiça em nosso país ?

São questões como essa que eu tento entender á algum tempo, por isso venho realizando alguns estudos pra tentar entender e achar respostas convincentes. Tenho procurado na Constituição Federal, no sistema político do nosso país, nas formas de governo, nos sistemas de governo e no regime de governo do Brasil as respostas para todas essas questões.


Ao meu entender o Brasil se caracteriza da seguinte maneira: nossa Forma de Estado é Estado Federal, nossa Forma de Governo é a Republica, nosso Sistema de Governo é Presidencialismo e o nosso Regime de Governo é a Democracia.

Estado Federal porque é uma organização formada sob a base de uma repartição de competência entre o governo nacional e os governos estaduais e municipais, de sorte que a União tenha supremacia sobre os Estados-membros e municípios e estes sejam entidades dotadas de autonomia constitucional perante a mesma União (autonomia para os Estados-membros e para os municípios).

República porque é uma forma de governo na qual o chefe do Estado é eleito pelos cidadãos ou seus representantes, tendo a sua chefia uma duração limitada.

Presidencialista porque ambas as funções de Chefe de Governo e Chefe de Estado são exercidas pelo presidente.

Democracia porque é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual.

O Poder de Estado é dividido entre órgãos políticos distintos, Executivo, Legislativo e Judiciário. No Brasil, esses são exercidos respectivamente, pelo presidente da república, Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal.

Bom, em teoria o nosso país se caracteriza como explicado acima, mas na prática podemos ver que as coisas são completamente diferentes. Sem querer ser radical, mas infelizmente podemos ver que o que se caracteriza o governo em nosso país é a corrupção, a injustiça, a impunidade, a subversão dos valores, esmolas sociais para tornar o povo dependente, divisão do povo em classes para torná-los fracos, tendo como base de tudo isso a ausência de educação de qualidade.

Se a educação é um fator primordial para o desenvolvimento de uma nação, porque no Brasil o sistema educacional tem sofrido tanto descaso ? A explicação é clara !!! A educação tem como objetivo formar cidadãos críticos, reflexivos, conscientes, participativos, seres capazes de compreender e interagir com o mundo a sua volta, capazes de serem protagonistas e sujeitos de sua própria história. Mas será que é de interesse dos políticos desse país formarem cidadãos ? Cidadãos de opiniões próprias, cidadãos de autonomia, cidadãos que no futuro podem não concordar com nosso sistema e nosso regime de governo, cidadãos que podem questionar nossa legislação, cidadãos que através da educação compreenda a corrupção, a desigualdade e injustiça que acontecem em nosso país e se revolte contra os políticos e o poder público ?

Obviamente que não, e por isso o sistema educacional do nosso país está tão defasado, para atender os interesses pessoais dos próprios políticos. Um povo sem cultura se torna um povo fácil de ser enganado e manipulado. O povo brasileiro desconhece os seus direitos e deveres, principalmente dos direitos que deveriam ser - lhes garantidos pelo Estado. De acordo com a Constituição Federal de 1988 nós brasileiros somos seres de direitos e deveres, o Estado cobra nossos deveres como cidadãos e quando deixamos de exercê-los, somos responsabilizados por isso, sujeitos até a respondermos judicialmente pelo descumprimento. Mas e quando o Estado deixa de cumprir seus deveres com os cidadãos, o que lhes acontece ? Infelizmente nada. O povo brasileiro é omisso quando se trata de lutar e buscar seus direitos garantidos pela constituição. Para mudar essa realidade, cabe a cada um de nós sabermos dos nossos direitos. É dever do Estado fazer com que nossos direitos sejam atendidos, e quando isso não acontecer, também devemos cobrar o Estado por nossos direitos que não estão sendo garantidos. Daí a importância de começarmos a nos preocupar e a entender as legislações em vigor em nosso país, como por exemplo, a CF (Constituição Federal), o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a CESP (Constituição do Estado de São Paulo), a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos) e etc.

Ouvimos á anos, por diversas vezes na mídia, que o Brasil é o país do futuro. Mas quando deixaremos de ser o país do futuro para ser o país do presente ? A única coisa que sabemos fazer é reclamar, reclamamos do preço da água, da luz, do telefone, do mercado, do combustível, do gás e etc. Acho que já passou da hora de pararmos de reclamar e começarmos a refletir e se interessar um pouquinho mais com o que vem acontecendo em nosso país. Caso contrário, continuaremos sendo reféns de um sistema político viciado e manipulador, que encoraja a corrupção e outros crimes contra a administração pública, onde os principais prejudicados somos nós brasileiros cidadãos e cidadãs que pagamos um dos impostos mais caros do mundo e somos enganados pelo Poder Público e os políticos do nosso país. Agora estamos vendo com freqüência falar – se em uma reforma política, que já está em debate no Congresso Nacional, mas além de uma reforma política, precisamos também de uma reforma no sistema e na forma de governo, visando atender os interesses do povo e não dos políticos corruptos e desonestos. Para encerrar, vou deixar uma frase do historiador inglês Arnold Toynbee, que um dia ouvi e me fez refletir e rever meus conceitos de cidadania: O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.

sábado, 26 de abril de 2014

E que tal um dia sem Estado?



Em 2008, o professor de Direito Penal da PUCRS e então procurador da República, Luciano Feldens, escreveu o artigo abaixo, contrapondo-se ao movimento "um dia sem imposto".
Preconizou-se, dias atrás, "um dia sem imposto". Pagar imposto não é algo que dê prazer. Especialmente quando assistimos a recorrentes escândalos políticos envolvendo apropriação e desvio de dinheiro público. Quando falham as instituições de controle, então, como anotou Zero Hora em recente editorial, a indignação se avoluma. E o ápice do desgosto parece estar na constatação de que não percebemos o retorno prestacional para a parcela que aportamos em impostos. Sobre isso, é preciso esclarecer algo: nós, assinantes de Zero Hora, ocupantes de uma posição socioeconômica privilegiada, jamais receberemos do Estado, individualmente, uma contraprestação na exata proporção do que pagamos. E isso é assim, infelizmente, porque deve ser. A Constituição de 1988 fixa como objetivos fundamentais da República a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais (art. 3º). A única maneira de cumpri-los em uma sociedade altamente estratificada a exemplo da nossa, em que o Estado não produz riqueza, é mediante a capilarização de um percentual dos recursos de quem a produz, destinando-o ao financiamento de políticas sociais que aproveitam, em especial, às camadas socioeconômicas inferiores.

Diferentemente do que ocorre em um condomínio, onde cada morador cumpre com sua cota e os serviços são coletivamente devolvidos na medida do orçamento ajustado (limpeza, manutenção, segurança), no domínio social a situação é bastante diferente. Nem todos são pagadores. A maciça maioria não é. Isso significa que pagamos por outros e para outros. Essencialmente para aqueles que, se não fosse a presença do Estado no financiamento e na gestão da saúde e da educação públicas, por exemplo, jamais teriam minimamente satisfeitas essas condições elementares de dignidade humana; à diferença de nós, eles não têm a alternativa do setor privado...

Em termos de política social, sempre se poderá fazer melhor. Muito melhor, talvez. Seja como for, enquanto persistir essa profunda desigualdade, a fórmula da redistribuição implicará, sempre, que paguemos mais do que individualmente possamos almejar em troca.

Assim, além de um dia sem imposto, talvez pudéssemos também cogitar: que tal "um dia sem Estado"? Recentemente, os Estados Unidos presenciaram esse dia, quando da passagem do furacão que assolou New Orleans, levando à total paralisia dos serviços estatais de socorro (bombeiros, ambulâncias, polícias). Resultado: além da potencialização da tragédia em si, um aumento vertiginoso de roubos, estupros e homicídios. No Brasil, se esse "dia sem Estado" vingar, pretendo não sair de casa. E por um exercício hipotético de solidariedade mesclada com egoísmo, vou torcer para que esse dia não seja aquele no qual está agendada, há meses, pelo SUS, a sessão de quimioterapia de minha empregada doméstica. Ela depende do sistema público de saúde (Estado). E eu dependo dela.
A abordagem reflexiva do autor levanta algumas questões interessantes do ponto de vista da realidade brasileira.

No Brasil, dada a estrutura do sistema tributário, todos pagam impostos inclusive aqueles de menor renda, que proporcionalmente pagam mais dado o sistema tributário altamente regressivo do nosso país. Outro ponto importante neste debate é o fato do Brasil possuir um alto índice de desigualdade social.
Na sua opinião, qual o papel do Estado brasileiro na promoção da redução das desigualdades sociais?
Apesar de ser um país rico em recursos naturais e com um PIB (Produto Interno Bruto) figurando sempre entre os 10 maiores do mundo, o Brasil é um país extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. Um país rico; porém, com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade social,  que é elevado.
Pesquisadores da área social e econômica atribuem essa elevada desigualdade social no Brasil a um contexto histórico, que culminou numa crescente evolução do quadro no país.  
Mesmo sendo uma nação de dimensões continentais e riquíssima em recursos naturais, o Brasil desponta uma triste contradição, de estar sempre entre os dez países do mundo com o PIB mais alto e, por outro lado, estar sempre entre os 10 países com maiores índices de disparidade social.
Mesmo com a Constituição Federal e diversos códigos e estatutos, assegurando o acesso à educação, moradia, saúde, segurança pública, além de autonomias econômicas e ideológicas, a realidade que se vê ainda é distante do que se reza nos direitos do cidadão brasileiro no tocante à erradicação da desigualdade social neste país, em constante crescimento econômico e político.