quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Qual a diferença entre votos brancos e nulos?

Qual a diferença entre votos brancos e nulos? Verdade que eles vão para quem está ganhando?
Marcelo G. Farias, São Paulo, SP
dilmecio
Na teoria, eles são diferentes. Na prática, não. O voto nulo é um voto anulado – é como se não existisse ou não tivesse sido feito. Já o voto em branco serve para você dizer que nenhum candidato lhe agrada.
No entanto, ambos têm peso zero e não são usados na contagem eleitoral – são computados para fins de estatística e, portanto, não vão para quem ganha nem para quem perde. Diga para aquele seu amiguinho que adora espalhar bobagens na internet.
De acordo com a atual legislação eleitoral, só votos destinados a candidatos ou à legenda são contabilizados na eleição. No fim das contas, os votos em branco ou nulos ajudam os concorrentes à eleição, já que eles diminuem o número de votos válidos necessários para se eleger. Exemplo: se temos 10 votos válidos e dois candidatos, é preciso conseguir seis votos para chegar ao poder. No entanto, se temos 10 votos, um nulo e um branco, apenas 8 votos serão considerados. Aí, para vencer, um dos candidatos precisa de apenas 5 votos.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

7 coisas que você não pode cobrar (só) do Presidente da República

Por Bruno Assis
Polícia menos truculenta, hospitais “padrão FIFA”, salários dignos para os professores, fim da corrupção. Estas foram só algumas das diversas reivindicações que surgiram nas manifestações de junho de 2013. Nas época, muita gente disse: “a resposta viria nas urnas”. Pouco mais de um ano e uma eleição depois, será que o gigante ainda está acordado? Se depender das movimentações das redes sociais durante o período eleitoral, sim. Mas é preciso ter cuidado na hora de cobrar coisas do Governo Federal. Aliás, também é bom ter cuidado na hora de ouvir propostas de candidatos: algumas promessas eles jamais serão capazes de cumprir sozinhos.
Às vésperas do segundo turno das eleições 2014, mostramos sete funções que não são exclusivas do presidente da República. Mas, afinal, se não dá para cobrar de quem está na presidência, vamos cobrar de quem? Descubra:

1. Diminuição do IPTU e IPVA
IPTU IPVA
Creative Commons / Zé Carlos Barreta
Quando chega janeiro, não é para o Governo Federal que você deve dirigir as queixas sobre o valor do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). Segundo a Constituição Federal de 1988, os responsáveis pelas duas tributações são, respectivamente, o município e o Estado.
O IPTU é regido pelo artigo 156, inciso I, que diz competir aos municípios a instituição de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana. O parágrafo primeiro ainda diz que ele pode ser alterado de acordo com a valorização/desvalorização do imóvel e ter taxas diferentes de acordo com a localização e do uso que é feito do local.
Já o IPVA está previsto no artigo 155, inciso III, como competência do Estado. O parágrafo 3, inserido em 2003, mostra que o valor mínimo do imposto é estabelecido pelo Senado e pode ser aplicado a diversos tipos de veículos, como carros, motos, ônibus e caminhões. Porém nem todo o dinheiro arrecadado vai para o Estado, já que o artigo 158, inciso III, determina que 50% do valor tem o município como destino.

2. Melhorias em escolas infantis
Escola
Creative Commons / Christopher Sessums
A responsabilidade do Governo Federal, aqui, é indireta. Tudo porque o artigo 30 da Constituição Federal, inciso VI, mostra que a educação infantil e o ensino fundamental são de responsabilidade do município, com a cooperação – financeira, inclusive – da União e do Estado.
Falando neste último, ele é o maior responsável pelo ensino médio, responsável pelas escolas e gerenciamento de recursos. O Governo Federal também tem sua parcela de responsabilidade. Porém, ela é menor que a dos Estados, graças aos centros e institutos de educação tecnológica distribuídos pelo país. Também é de responsabilidade da União, através do Ministério da Educação, elaborar o Plano Nacional de Educação, que foi publicado em junho de 2014 e estabelece as estratégicas das políticas de educação para o Brasil pelos próximos dez anos.
O senador Cristovam Buarque é um dos que defendem uma maior participação da União na educação básica. Segundo ele, “nenhum Estado ou município poderá oferecer educação de qualidade em todas as suas escolas. Só a federalização da educação básica será capaz de espalhar essa escola e a carreira profissional por todo o território brasileiro.”.

3. Legalização da maconha

DrogasCreative Commons / Brett Levin
Este é um ponto que não depende apenas do presidente para acontecer. O Decreto-lei nº891, de 25 de novembro de 1938, proíbe o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de diversas plantas que são consideradas substâncias entorpecentes, entre elas a Cannabis sativa e sua variedade indica, por exemplo.
Uma mudança neste Decreto-lei só é possível se uma proposta vier da Câmara dos Deputados ou do Senado. Apresentada, ela ainda precisa ser aprovada em sua “Casa” de origem e, depois, levada para a outra “Casa”, que também precisa analisá-la e aprová-la. Só então a proposta chega ao Poder Executivo, que pode vetar ou liberar. Caso ela seja vetada, o Congresso tem o poder de decidir se o veto presidencial é válido ou não.
O mesmo processo acontece com outros assuntos tão discutidos durante as campanhas eleitorais, como diminuição da maioridade penal, legalização do aborto e criminalização da homofobia.

4. Melhorias em hospitais públicos

Hospital
Creative Commons / Bolshakov
Este é mais um ponto em que a atuação do Poder Executivo é indireta. Antes da Constituição Federal de 1988, a saúde não era considerada um direito essencial ao cidadão. Graças ao artigo 196, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado e possibilitou que a população em geral tivesse um acesso universal aos serviços de saúde. Por causa disso, a responsabilidade pela manutenção desse direito passou a ser um esforço conjunto entre municípios, estados e União.
Nessa divisão de obrigações, o município é aquele com maiores funções. Segundo o artigo 30, inciso VII, é de responsabilidade da prefeitura o compromisso de prestar ações e serviços de saúde em sua cidade, através das secretarias ou departamentos voltados para isso. Ao Estado cabe a criação de suas próprias políticas de saúde e realizar o repasse de verbas aos municípios. Já a União é a principal financiadora do SUS e cabe ao Ministério da Saúde o planejamento, normatização, avaliação e fiscalização do Sistema por todo o país.

5. Obras e manutenção do transporte público
Bus
Creative Commons / Renato Lombardero
Se o metrô da sua cidade tem problemas (ou nem existe) ou os ônibus são ineficientes, não é da União que você deve cobrar os 20 centavos. Voltando ao artigo 30, dessa vez no inciso V, vê-se que toda a parte relativa ao transporte coletivo é de responsabilidade do município, seja diretamente ou sob o regime de concessões ou permissões.
Em obras maiores, como por exemplo a ampliação/criação do metrô, o Estado e a União podem auxiliar as cidades financeiramente, mas estas devem apresentar uma proposta viável e aguardar a aprovação e liberação da verba necessária. A gestão destes empreendimentos depende da proposta, podendo ser do próprio município, do Estado ou da União, através da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU – como acontece em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal).

6. Aprimoramento do saneamento básico
sanitation
Creative Commons / Manuela d’Ávila
A Lei nº11.445, de 5 janeiro de 2007 define saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas. Ainda de acordo com a Lei, o responsável por gerir o saneamento das cidades é a prefeitura, que pode licenciar estes serviços para empresas públicas ou privadas.
Ao Governo Federal, sob a coordenação do Ministério das Cidades, fica a responsabilidade pela elaboração Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). Em 2008 foi lançando o Pacto pelo saneamento básico: mais saúde, qualidade de vida e atendimento, que resultou no Compromisso pelo Meio Ambiente e Saneamento Básico. Este é um conjunto de ações, em curso ou a serem planejadas, para atingir as metas estabelecidas pela Lei nº11.445 até 2020.

7. Policiamento
Polícia
Creative Commons / Governo do Estado de São Paulo
Voltemos à Constituição Federal de 1988. No artigo 144 são estabelecidos os cinco órgãos responsáveis pela “preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas”: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícia Militar (e Corpo de Bombeiros Militar) e Polícia Civil.
Os três primeiros são de responsabilidade da União, sendo que a Polícia Federal deve apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, prevenir e reprimir o tráfico ilícito de drogas, exercer as funções de polícia marítima, aérea e de fronteiras e trabalhar como polícia judiciária da União.
As outras duas polícias, que estão mais presentes nas ruas, são de responsabilidade do Estado e ele é o principal responsável pelo aumento ou diminuição da segurança em sua cidade. Da mesma forma que a Federal, a Polícia Civil funciona como polícia judiciária, mas em um âmbito menor que a regida pela União, além de também apurar as infrações penais. A Polícia Militar é responsável pela polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.
Já as guardas civis municipais são, como o próprio nome diz, de responsabilidade do município. Elas não são consideradas polícia e têm como principal função a proteção do patrimônio, como prédios públicos, escolas e praças.

8 coisas que você precisa saber sobre a água

Por Raquel Sodré
Se você mora em São Paulo, já deve ter percebido que o momento que a população tanto temia está chegando. Para algumas pessoas, aliás, já chegou. Pelo menos 40 cidades no estado enfrentam racionamento de água, apesar de o governador Geraldo Alckmim já ter descartado essa possibilidade. O problema, claro, não é só dos paulistas. A seca e o calor incomum para esta época do ano atingem vários estados, como Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal. Passou da hora de entendermos melhor como usar a água. Afinal, ela não vai durar para sempre. Confira 8 curiosidades sobre este recurso natural:

1. O volume morto pode até matar
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O Sistema Cantareira é o conjunto de represas responsável pelo abastecimento de 8,1 milhões de pessoas da Grande SP. Nos fundos dos reservatórios, abaixo da comportas que recolhem a água, há uma reserva de 400 bilhões de litros conhecida como “volume morto”. Essa água nunca tinha sido utilizada para o abastecimento da cidade. Mas este ano as coisas mudaram: por conta da seca vivida pelo Estado, o reservatório atingiu 8,4% de sua capacidade, uma baixa histórica. Isso fez com que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tivesse que acessar essa reserva. Foram instaladas bombas para retirar essa água da represa e agora a cidade terá o abastecimento garantido até novembro – pelo menos, é o que diz o governo. O problema com a solução encontrada pela Sabesp, contudo, é a qualidade da água do volume morto. Segundo promotores do Grupo de Atuação Especial para o Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de São Paulo, o risco dessa água para a saúde pública é alto, já que ela pode estar contaminada por metais pesados, como chumbo e cádmio. A contaminação pode causar problemas renais e de tireoide, além de diarreias e doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Além disso, o tal volume morto não é tão morto assim. No fundo dos reservatórios há seres vivos que ajudam a manter a qualidade da água. “Estamos correndo o risco de literalmente matar todos os habitantes do aquário”, diz o biólogo Fernando Reinach num artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

2. Filtro de barro é bem eficiente para purificar água
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As pesquisas compiladas no livro “The Drinking Water Book” (“O Livro da Água Potável”, em livre tradução), de Colin Ingram, apontam que o filtro de barro – aquele que sua avó provavelmente usa ou já usou – é o mais eficiente do mundo. Ele é bom na retenção de cloro, pesticidas, ferro e alumínio, além de também não deixar passar 95% de chumbo e 99% de Criptosporidiose, parasita que causa diarreias e dor de barriga. O trunfo do filtro de barro é o sistema de filtragem por gravidade: a água passa devagar pela vela e pinga em um reservatório. Isso garante que os microorganismos e os sedimentos filtrados não se misturem com a água limpa. Mas lembre-se: nenhum filtro vai limpar a água completamente se ela estiver contaminada.

3. Água mineral que vem em embalagem de vidro é melhor
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As garrafas plásticas contêm uma substância chamada xenoestrógeno. Essa substância, presente nos derivados de petróleo, tem o mesmo formato do estrógeno e, por isso, se encaixa nos receptores desse hormônio em nosso corpo. O excesso do xenoestrógeno pode engordar e até causar celulite, segundo o médico Lair Ribeiro. “Se a pessoa só toma água engarrafada em garrafas de plástico, pode estar consumindo o equivalente a cinco pílulas anticoncepcionais por dia”, alerta. Já as garrafas de vidro não apresentam esse mesmo problema e conservam a água pura.

4. Água pode ser remédio
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É muito raro conferirmos o rótulo da garrafinha de água mineral antes de pegar qualquer uma no supermercado. Mas cada água é diferente e tem propriedades diferentes, de acordo com os minerais presentes em sua nascente. Segundo o site da Associação Brasileira da Indústria das Águas Minerais (Abinam), os sais minerais presentes nas águas minerais podem contribuir com a saúde do organismo. Água com flúor é boa para a prevenção de cáries; com sódio, beneficia músculos e nervos. O magnésio previne hipertensão, enquanto o cromo regula as taxas de açúcar no sangue. Cobre absorve o ferro na forma de hemoglobina, o manganês auxilia o sistema reprodutivo. O zinco, o imunológico, e o cálcio previne a osteoporose. Já os bicarbonatos e o sulfato fazem bem para o estômago e para a digestão.

5. E também pode ser veneno
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De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 80% dos casos de doenças em todo o mundo vêm do consumo de água contaminada. A água pode trazer mais de 25 tipos diferentes de doenças, como cólera, diarreias agudas e esquistossomose. Entre as crianças, a água mata mais do que qualquer forma de violência, inclusive as guerras. Daí a importância do acesso a uma água de boa qualidade, livre de contaminações.

6. Água pode te deixar velho mais rápido
Tomar água com pH (potencial de hidrogênio) menor que 7,4 pode acelerar o processo de envelhecimento. Quem defende essa ideia é o cardiologista e nutrólogo brasileiro Lair Ribeiro. Ele explica que o pH do nosso sangue é aproximadamente 7,4. Quando você consome alguma coisa de pH diferente disso, o corpo tem que trabalhar para equilibrar esse líquido. “Para alcalinizar o sangue, o corpo tem que acidificar algum lugar – o coração, o cérebro ou algum outro tecido”, ele diz. E explica: “Os bebês são básicos. Conforme vamos envelhecendo, nos tornamos mais ácidos”. A conclusão é que, tomando uma água de pH menor que o do sangue, você acelera seu processo de envelhecimento. Para quem já esqueceu a aula de química, vale lembrar: pH igual a 7 é neutro. Abaixo disso (1, 2, 3, 5 etc) é considerado ácido. Já pH acima de 7 (7,5, 8, 9 etc) é básico ou alcalino. No Brasil, somente algumas águas engarrafadas têm pH superior a 7,5, e a água da torneira gira em torno desse número. Então, não custa conferir o rótulo antes de comprar, né?

7. A água que você toma é a mesma que os dinossauros bebiam
A quantidade de água no mundo permanece praticamente a mesma há muitos milhares de anos. O motivo para isso é aquela velha (e põe velha nisso!) história do ciclo da água: a água evapora de lagos, rios, mares e também na transpiração de seres vivos. Esse vapor forma as nuvens que, quando ficam sobrecarregadas, descarregam em forma de chuvas. A água, então, volta para a superfície terrestre e vai abastecer novamente mares, rios, lagos e também lençóis subterrâneos. Em Minas Gerais, há aquíferos (bolsões de água subterrâneos) que já existiam nos tempos dos dinossauros.

8. O Brasil gasta muito mais água do que deveria
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Para calcular o total de água potável gasta por um país, leva-se em conta todos os recursos hídricos usados na sua produção de bens e serviços. Além de tudo o que você compra, veste ou come, a conta inclui a água gasta em produtos que são exportados. Quando a gente pega essa enorme quantidade e divide pelo número de habitantes do país, o resultado é surpreendente. Segundo a organização Water Footprint, o gasto médio de água de um brasileiro (a partir do cálculo da pegada hídrica nacional) é de 2027 m³ de água por ano. São mais de 2 milhões de litros. Isso é 46,3% mais do que a média mundial, que é de 1385 m³ per capita por ano. De toda essa água gasta no Brasil, a organização estima que 9,2% vá para fora do país na forma de água virtual.

sábado, 19 de julho de 2014

Veja a Diferença entre os Ricos X Pobres

Na realidade rico não é rico por que tem dinheiro, mas porque tem um espirito totalmente diferente dos pobres. A consequência é ter mais dinheiro.

O rico acredita que pode moldar o seu destino. O pobre acredita que o destino acontece.
O rico assume o compromisso de ser rico. O pobre gostaria de ser rico.
O rico entra no jogo do dinheiro pra ganhar. O pobre entra no jogo do dinheiro pra não perder.
O rico usa juros a seu favor. O pobre usa juros contra ele mesmo, porque quer tudo pra agora.
O rico admira pessoas ricas e as toma como exemplos. O pobre detesta pessoas ricas e as toma como exemplos de mau caráter.
O rico se aproxima de indivíduos bem-sucedidos. O pobre prefere amigos que, como ele, passam dificuldades financeiras e são fracassados.
O rico diz “como posso ter isso”? O pobre diz “não posso ter isso”.
O rico estuda investimentos e faz planos. O pobre diz que “não tem tempo para estas coisas”.
O rico é um ótimo recebedor. O pobre é um péssimo recebedor.
O rico paga a si mesmo primeiro. O pobre paga aos outros primeiro.
O rico prefere ser remunerado pelos resultados. O pobre prefere ser remunerado pelo tempo dispendido.
O rico foca no patrimônio líquido. O pobre foca no rendimento mensal.
O rico, quando sofre uma adversidade, se pergunta “como posso tirar proveito disso?”. O pobre, na adversidade, se lamenta.
O rico identifica os ricos pela sua educação financeira. O pobre identifica alguém como “rico” pelos bens materiais que exibe.
O rico busca a prosperidade financeira. O pobre confunde essa busca do rico com falta de espiritualidade.
O rico foca na solução. O pobre foca no problema.
O rico, numa compra parcelada, calcula os juros embutidos e faz contas para decidir se a compra vale a pena. O pobre só observa o tamanho da parcela.
O rico põe seu dinheiro para trabalhar duro para ele. O pobre trabalha duro pelo seu dinheiro.
O rico administra bem o seu dinheiro. O pobre deixa a vida o levar.
O rico tem uma visão realista dos investimentos. O pobre quando investe pensa apenas no curtíssimo prazo e espera lucros absurdos.
O rico não despreza um rendimento passivo, mesmo que pequeno. O pobre diz “o que adianta botar o dinheiro na poupança se rende tão pouco?”
O rico age apesar do medo. O pobre fica paralisado pelo medo.
O rico foca em oportunidades. O pobre foca em benefícios.
O rico pensa grande. O pobre pensa pequeno.
Se o rico ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá aumentado. Se o pobre ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá desaparecido completamente.
Se você tirar todo o dinheiro de um rico, depois de algum tempo ele estará recuperado. Se você tirar todo o dinheiro de um pobre, ele dependerá de outras pessoas para sobreviver.
O rico diz “tenho que ser rico por causa de vocês, meus filhos”. O pobre diz “não sou rico porque tenho filhos”.
O rico tem um plano de independência para o futuro. O pobre acha que trabalhar até morrer e depender do governo e dos filhos é um plano razoável.
O rico diz “posso ter as duas coisas”. O pobre diz “posso ter isso ou aquilo”.
O rico procura se aprimorar sempre. O pobre acredita que já sabe tudo.
O rico diz “que lição posso aprender com este erro?”. O pobre diz “desde o começo eu já sabia que não daria certo”.
O rico encara um fracasso como um aprendizado. O pobre encara um fracasso como um alerta para nunca mais se arriscar.
O rico fica cada vez mais rico. O pobre fica cada vez mais pobre.
E então, como você se vê depois de ler isso tudo? Junte-se ao time dos vencedores, ao time dos “Ricos”, não só ricos financeiramente mas ricos de informação.

Enviado por Sergio Marchesin
Practitioner em PNL

Principais Direitos e Deveres do cidadão brasileiro

Principais Direitos e Deveres do cidadão brasileiro

Todos sabem que há leis os protegem, desde que cumpram com os seus deverem perante a sociedade. Saibam quais são seus direitos e deveres
Todo mundo é ciente de que além de seus direitos, possuem deveres e obrigações, para cumprir perante a sociedade, se não é, deveria. Há aqueles que preferem fugir das normas que faz com que nós sigamos, mas o certo mesmo é estar de bem com a sociedade, é fazer tudo certinho e estar limpo. Logicamente que não é necessário que você decore todos os seus deveres afinal no fundo todo mundo sabe o que deve e o que não deve fazer, mas acontece que em certos momentos sempre bate aquela dúvida em alguns quesitos.Talvez não seja preciso decorá-los porque a vida acaba ensinando. Mas é sempre bom que todos saibam, que todos procurem saber, afinal irão mostrar mais conhecimento e poder de discussão quando o assunto for os direitos humanos, até porque você vai
poder lutar pelos seus.
Para que isso aconteça. Você terá logo abaixo a lista de deveres e direitos, assim você
  poderá facilmente lutar pelo que você quer e também cumprir seus deveres com a sociedade com bastante inteligência:

Deveres

- Votar para escolher nossos governantes.
- Cumprir as leis.
- Respeitar os direitos sociais de outras pessoas.
- Educar e proteger nossos semelhantes.
- Proteger a natureza.
- Proteger o patrimônio público e social do País.
- Colaborar com as autoridades.

Direitos

- Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
- Saúde, educação, moradia, segurança, lazer, vestuário, alimentação e
transporte são direitos dos cidadãos.
- Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei.
- Ninguém deve ser submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
- A manifestação do pensamento é livre, sendo vedado o anonimato.
- A liberdade de consciência e de crença é inviolável, sendo assegurado
o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção
aos locais de culto.
Conheça o Cartão Cidadão

terça-feira, 6 de maio de 2014

SISTEMA POLÍTICO E DE GOVERNO DO BRASIL - A REALIDADE

SISTEMA POLÍTICO E DE GOVERNO DO BRASIL - A REALIDADE

Caro (a) amigo (a), nos deparamos por diversas vezes no nosso dia a dia com algumas perguntas que às vezes nos fazem parar pra pensar e tentar achar uma resposta ou justificativa para a situação. Perguntas como: Porque somos considerados um país de Terceiro Mundo ? Porque o Brasil tem o 3º pior índice de desigualdade social do mundo ? Porque a educação no Brasil é tão defasada ? Porque tanta criminalidade, corrupção e injustiça em nosso país ?

São questões como essa que eu tento entender á algum tempo, por isso venho realizando alguns estudos pra tentar entender e achar respostas convincentes. Tenho procurado na Constituição Federal, no sistema político do nosso país, nas formas de governo, nos sistemas de governo e no regime de governo do Brasil as respostas para todas essas questões.


Ao meu entender o Brasil se caracteriza da seguinte maneira: nossa Forma de Estado é Estado Federal, nossa Forma de Governo é a Republica, nosso Sistema de Governo é Presidencialismo e o nosso Regime de Governo é a Democracia.

Estado Federal porque é uma organização formada sob a base de uma repartição de competência entre o governo nacional e os governos estaduais e municipais, de sorte que a União tenha supremacia sobre os Estados-membros e municípios e estes sejam entidades dotadas de autonomia constitucional perante a mesma União (autonomia para os Estados-membros e para os municípios).

República porque é uma forma de governo na qual o chefe do Estado é eleito pelos cidadãos ou seus representantes, tendo a sua chefia uma duração limitada.

Presidencialista porque ambas as funções de Chefe de Governo e Chefe de Estado são exercidas pelo presidente.

Democracia porque é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual.

O Poder de Estado é dividido entre órgãos políticos distintos, Executivo, Legislativo e Judiciário. No Brasil, esses são exercidos respectivamente, pelo presidente da república, Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal.

Bom, em teoria o nosso país se caracteriza como explicado acima, mas na prática podemos ver que as coisas são completamente diferentes. Sem querer ser radical, mas infelizmente podemos ver que o que se caracteriza o governo em nosso país é a corrupção, a injustiça, a impunidade, a subversão dos valores, esmolas sociais para tornar o povo dependente, divisão do povo em classes para torná-los fracos, tendo como base de tudo isso a ausência de educação de qualidade.

Se a educação é um fator primordial para o desenvolvimento de uma nação, porque no Brasil o sistema educacional tem sofrido tanto descaso ? A explicação é clara !!! A educação tem como objetivo formar cidadãos críticos, reflexivos, conscientes, participativos, seres capazes de compreender e interagir com o mundo a sua volta, capazes de serem protagonistas e sujeitos de sua própria história. Mas será que é de interesse dos políticos desse país formarem cidadãos ? Cidadãos de opiniões próprias, cidadãos de autonomia, cidadãos que no futuro podem não concordar com nosso sistema e nosso regime de governo, cidadãos que podem questionar nossa legislação, cidadãos que através da educação compreenda a corrupção, a desigualdade e injustiça que acontecem em nosso país e se revolte contra os políticos e o poder público ?

Obviamente que não, e por isso o sistema educacional do nosso país está tão defasado, para atender os interesses pessoais dos próprios políticos. Um povo sem cultura se torna um povo fácil de ser enganado e manipulado. O povo brasileiro desconhece os seus direitos e deveres, principalmente dos direitos que deveriam ser - lhes garantidos pelo Estado. De acordo com a Constituição Federal de 1988 nós brasileiros somos seres de direitos e deveres, o Estado cobra nossos deveres como cidadãos e quando deixamos de exercê-los, somos responsabilizados por isso, sujeitos até a respondermos judicialmente pelo descumprimento. Mas e quando o Estado deixa de cumprir seus deveres com os cidadãos, o que lhes acontece ? Infelizmente nada. O povo brasileiro é omisso quando se trata de lutar e buscar seus direitos garantidos pela constituição. Para mudar essa realidade, cabe a cada um de nós sabermos dos nossos direitos. É dever do Estado fazer com que nossos direitos sejam atendidos, e quando isso não acontecer, também devemos cobrar o Estado por nossos direitos que não estão sendo garantidos. Daí a importância de começarmos a nos preocupar e a entender as legislações em vigor em nosso país, como por exemplo, a CF (Constituição Federal), o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a CESP (Constituição do Estado de São Paulo), a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos) e etc.

Ouvimos á anos, por diversas vezes na mídia, que o Brasil é o país do futuro. Mas quando deixaremos de ser o país do futuro para ser o país do presente ? A única coisa que sabemos fazer é reclamar, reclamamos do preço da água, da luz, do telefone, do mercado, do combustível, do gás e etc. Acho que já passou da hora de pararmos de reclamar e começarmos a refletir e se interessar um pouquinho mais com o que vem acontecendo em nosso país. Caso contrário, continuaremos sendo reféns de um sistema político viciado e manipulador, que encoraja a corrupção e outros crimes contra a administração pública, onde os principais prejudicados somos nós brasileiros cidadãos e cidadãs que pagamos um dos impostos mais caros do mundo e somos enganados pelo Poder Público e os políticos do nosso país. Agora estamos vendo com freqüência falar – se em uma reforma política, que já está em debate no Congresso Nacional, mas além de uma reforma política, precisamos também de uma reforma no sistema e na forma de governo, visando atender os interesses do povo e não dos políticos corruptos e desonestos. Para encerrar, vou deixar uma frase do historiador inglês Arnold Toynbee, que um dia ouvi e me fez refletir e rever meus conceitos de cidadania: O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.

sábado, 26 de abril de 2014

E que tal um dia sem Estado?



Em 2008, o professor de Direito Penal da PUCRS e então procurador da República, Luciano Feldens, escreveu o artigo abaixo, contrapondo-se ao movimento "um dia sem imposto".
Preconizou-se, dias atrás, "um dia sem imposto". Pagar imposto não é algo que dê prazer. Especialmente quando assistimos a recorrentes escândalos políticos envolvendo apropriação e desvio de dinheiro público. Quando falham as instituições de controle, então, como anotou Zero Hora em recente editorial, a indignação se avoluma. E o ápice do desgosto parece estar na constatação de que não percebemos o retorno prestacional para a parcela que aportamos em impostos. Sobre isso, é preciso esclarecer algo: nós, assinantes de Zero Hora, ocupantes de uma posição socioeconômica privilegiada, jamais receberemos do Estado, individualmente, uma contraprestação na exata proporção do que pagamos. E isso é assim, infelizmente, porque deve ser. A Constituição de 1988 fixa como objetivos fundamentais da República a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais (art. 3º). A única maneira de cumpri-los em uma sociedade altamente estratificada a exemplo da nossa, em que o Estado não produz riqueza, é mediante a capilarização de um percentual dos recursos de quem a produz, destinando-o ao financiamento de políticas sociais que aproveitam, em especial, às camadas socioeconômicas inferiores.

Diferentemente do que ocorre em um condomínio, onde cada morador cumpre com sua cota e os serviços são coletivamente devolvidos na medida do orçamento ajustado (limpeza, manutenção, segurança), no domínio social a situação é bastante diferente. Nem todos são pagadores. A maciça maioria não é. Isso significa que pagamos por outros e para outros. Essencialmente para aqueles que, se não fosse a presença do Estado no financiamento e na gestão da saúde e da educação públicas, por exemplo, jamais teriam minimamente satisfeitas essas condições elementares de dignidade humana; à diferença de nós, eles não têm a alternativa do setor privado...

Em termos de política social, sempre se poderá fazer melhor. Muito melhor, talvez. Seja como for, enquanto persistir essa profunda desigualdade, a fórmula da redistribuição implicará, sempre, que paguemos mais do que individualmente possamos almejar em troca.

Assim, além de um dia sem imposto, talvez pudéssemos também cogitar: que tal "um dia sem Estado"? Recentemente, os Estados Unidos presenciaram esse dia, quando da passagem do furacão que assolou New Orleans, levando à total paralisia dos serviços estatais de socorro (bombeiros, ambulâncias, polícias). Resultado: além da potencialização da tragédia em si, um aumento vertiginoso de roubos, estupros e homicídios. No Brasil, se esse "dia sem Estado" vingar, pretendo não sair de casa. E por um exercício hipotético de solidariedade mesclada com egoísmo, vou torcer para que esse dia não seja aquele no qual está agendada, há meses, pelo SUS, a sessão de quimioterapia de minha empregada doméstica. Ela depende do sistema público de saúde (Estado). E eu dependo dela.
A abordagem reflexiva do autor levanta algumas questões interessantes do ponto de vista da realidade brasileira.

No Brasil, dada a estrutura do sistema tributário, todos pagam impostos inclusive aqueles de menor renda, que proporcionalmente pagam mais dado o sistema tributário altamente regressivo do nosso país. Outro ponto importante neste debate é o fato do Brasil possuir um alto índice de desigualdade social.
Na sua opinião, qual o papel do Estado brasileiro na promoção da redução das desigualdades sociais?
Apesar de ser um país rico em recursos naturais e com um PIB (Produto Interno Bruto) figurando sempre entre os 10 maiores do mundo, o Brasil é um país extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. Um país rico; porém, com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade social,  que é elevado.
Pesquisadores da área social e econômica atribuem essa elevada desigualdade social no Brasil a um contexto histórico, que culminou numa crescente evolução do quadro no país.  
Mesmo sendo uma nação de dimensões continentais e riquíssima em recursos naturais, o Brasil desponta uma triste contradição, de estar sempre entre os dez países do mundo com o PIB mais alto e, por outro lado, estar sempre entre os 10 países com maiores índices de disparidade social.
Mesmo com a Constituição Federal e diversos códigos e estatutos, assegurando o acesso à educação, moradia, saúde, segurança pública, além de autonomias econômicas e ideológicas, a realidade que se vê ainda é distante do que se reza nos direitos do cidadão brasileiro no tocante à erradicação da desigualdade social neste país, em constante crescimento econômico e político.

domingo, 6 de abril de 2014

Porque todo cargo importante no Brasil é ocupado por um incompetente?

Por que as pessoas que os nomeiam são mais incompetentes que eles e também pelos incompetentes que votaram neles para ocuparem cargos aos quais não têm capacidade para ocupar. É um círculo vicioso.

Por que nós somos incompetentes para cobrar seriedade de um Governo.
Nós merecemos sofrer pela nossa falta de vontade de mudar. 

Se você estiver se referindo a cargos políticos, de livre nomeação, a resposta é simples: são cargos onde a capacidade não entra em cena (infelizmente), as nomeações são feitas com base em acordos políticos e os escolhidos fazem parte do grupo eleito ou de outros que devem apoiá-lo. É a chamada "fatura política". O eleito precisa saldar suas "dívidas" com aqueles que o apoiaram e a partir daí os nomes são escolhidos para ocupar os cargos. Pessoas sem nenhuma afinidade com determinada função é nomeada apenas para satisfazer a esses interesses em detrimento de outros, que seriam muito mais capazes mas não fazem parte do clã dos eleitos.

Por que voce fazendo essa pergunta ja mostra que es um incompetente. Deveria ter lido o livro 'todo mundo e' incompetente inclusive voce".

Todo mundo é incompetente, inclusive você: as leis da incompetência" - [The Peter principle] - Livro de Lawrence Johnston Peter (1919-1990) publicado em 1969.

Fonte(s):

O que é Enriquecimento Ilícito?

Segundo o Dicionário Jurídico da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, diz-se do enriquecimento ilícito ser "o acréscimo de bens que, em detrimento de outrem, se verificou no patrimônio de alguém, sem que para isso tenha havido fundamento jurídico".

Entende, também, que enriquecimento ilícito, enriquecimento indébito, enriquecimento injusto e enriquecimento sem causa são sinônimos.

Outros doutrinadores também entendem dessa forma. Limongi França, defendendo essa idéia e conceituando o enriquecimento sem causa, assim se expressa:

"Enriquecimento sem causa, enriquecimento ilícito ou locupletamento ilícito é o acréscimo de bens que se verifica no patrimônio de um sujeito, em detrimento de outrem, sem que para isso tenha um fundamento jurídico".

Carlos Valder do Nascimento diz que o pagamento indevido insere-se no contexto do enriquecimento sem causa, o que não se coaduna com a consciência jurídica, que consagra a moralidade como valor supremo da sociedade.

Para Acquaviva enriquecimento ilícito é o "aumento de patrimônio de alguém, pelo empobrecimento injusto de outrem. Consiste no locupletamento à custa alheia, justificando a ação de in rem verso". Por outro lado, entende que enriquecimento sem causa não é o mesmo que enriquecimento ilícito, e assim o define: "É o proveito que, embora não necessariamente ilegal, configura o abuso de direito, insejando uma reparação".

Source:

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

LICITAÇÃO - PRAZO MÍNIMO PARA ABERTURA DAS PROPOSTAS

Ementa

ADMINISTRATIVO. LICITAÇÃO. CONCORRÊNCIA. PRAZO MÍNIMO PARA ABERTURA DAS PROPOSTAS. REVALIDAÇÃO DE EDITAL. NOVO EDITAL. - Os prazos previstos no art. 21, PARÁGRAFOS 2º e da Lei nº 8666/93 - com a redação dada pela Lei nº 8883/94 - foram estabelecidos no intuito de que todos os interessados em participar da licitação tenham tempo suficiente para preparar as suas propostas e para se adequar às mudanças editalícias porventura realizadas pela administração. - Ao ser tornado sem efeito um edital de licitação, considera-se que este nunca existiu. Assim, a sua revalidação equivale à publicação de um novo edital licitatório. - O aviso de revalidação do Edital nº 01/97, por ser considerado um novo edital, deveria ter concedido o prazo mínimo de 30 dias para a abertura das propostas, o que não o fez, configurando, portanto, um vício insanável a ensejar a decretação da nulidade da licitação. - O mencionado edital também infringiu o princípio da legalidade, ao ser estabelecido nos moldes da Instrução Normativa nº 08/94, já revogada, desrespeitando a norma vigente, qual seja, a Instrução Normativa nº 13/96. Remessa obrigatória improvida.
FONTE: jusbrasil.com.br

Publicação de aviso de licitação e não disponibilização do edital.

Fato lamentável, mas bastante comum nas licitações públicas, tem sido a não disponibilização do edital e de seu respectivo conteúdo pelos entes licitantes no período prescrito em lei, caracterizando grave desrespeito ao prazo mínimo legal de intervalo que deve ser mantido entre a efetiva disponibilidade do texto do ato convocatório e a abertura do certame licitatório.
De acordo com os Parágrafos Primeiro e Terceiro do artigo 21 da lei nº 8.666/93, o texto do edital deverá estar acessível aos licitantes logo após a divulgação/publicação do aviso de licitação, sob pena da não contagem do prazo de intervalo necessário para a abertura do certame licitatório:
“§ 1o do artigo 21 – O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação.

§ 3o do artigo 21 – Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior serão contados a partir da última publicação do edital resumido ou da expedição do convite, ou ainda da efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos anexos, prevalecendo a data que ocorrer mais tarde;”
Constata-se, pois, que a norma nacional determina que o aviso de licitação publicado deve indicar o local no qual o edital poderá ser efetivamente lido e obtido, ou seja, a Administração Pública não está autorizada a promover a divulgação dos citados avisos sem que o texto do ato convocatório esteja integralmente apto a ser disponibilizado aos interessados no período.
Todavia, como já dito, tem-se observado constantemente a publicação dos avisos de licitação em data na qual a própria entidade licitante sequer possui o edital disponível e pronto a ser acessado aos eventuais interessados. Na ânsia por cumprir prazos administrativos e em função até mesmo de um mau planejamento, muitos órgãos licitantes fazem a publicação do aviso de licitação para depois aprovarem internamento o texto do edital.
No entanto, é evidente que a negativa de acesso aos interessados acerca do conteúdo do edital significa a impossibilidade da contagem de prazo de intervalo para fins de abertura da licitação, até porque, conforme aduz a norma, o mesmo somente passa a contar da efetiva DISPONIBILIDADE do instrumento convocatório.
Portanto, é forçoso reconhecer que nesses casos a licitação encontra-se eivada de vício insanável que depõe contra a sua legalidade, não devendo a mesma seguir sem a regularização do prazo mínimo legal que deve existir entre a efetiva disponibilização do edital aos interessados e a abertura do procedimento licitatório.

Ricardo Silva das Neves

Formado pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Especialista em Direito Público pela Universidade Gama Filho – RJ. Consultor da Organização Pan-Americana de Saúde; atuou por diversos anos como presidente de comissões de licitação na Prefeitura de Belo Horizonte e na assessoria da Comissão de Licitação do BDMG (Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais), possuindo ampla experiência na gestão de contratos administrativos e recuperação de créditos de fornecedores junto à Administração Pública.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Atenção, políticos! Prometer durante a eleição e não cumprir pode dar prisão

Débora Spitzcovsky 12 de março de 2013

Já ouviu falar em estelionato eleitoral? Pois é, a expressão ainda não existe, oficialmente, mas pode ser incluída em breve no Código Penal Brasileiro. O Projeto de Lei (PL) 4523/12, apresentado pelo deputado federal Nilson Leitão (PSDB), propõe que fazer promessas no horário eleitoral, em TVs e rádios, e não cumpri-las quando chegar ao poder seja considerado crime.
A lei brasileira caracteriza como estelionato o “ato de obter vantagem ilícita, que prejudique terceiros, a partir de fraude”. O argumento de Leitão é que prometer o que não vai cumprir para ganhar votos e se eleger é fraudar o processo eleitoral – o que, obviamente, prejudica todos os cidadãos – e, portanto, se encaixa perfeitamente no crime de estelionato. Então, por que não punir os políticos mentirosos?
Atualmente, a pena para esse tipo de prática ilegal é prisão de um a cinco anos, mais multa. Já pensou se o PL vingar? Apresentado por Leitão no final de 2012, o projeto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Depois, para virar lei, ele precisa ser aprovado pelos deputados, senadores e, por último, pela presidente Dilma Rousseff.
E aí, você coloca fé nos políticos que elegeu para que eles aprovem essa ideia?
Foto: mama tang/Creative Commons
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Por que chove tão pouco no Nordeste?

As dramáticas secas da região acontecem por duas razões principais. Primeiro, os ventos que refrescam o sertão não conseguem trazer a umidade que causa chuvas nas áreas vizinhas, seja o litoral do Nordeste, o Sudeste do país ou a região amazônica. Segundo, o semi-árido quase não tem lagos e rios volumosos, que poderiam induzir a formação de aguaceiros locais. Alguns estudiosos ainda relacionam os períodos de estiagem com a ocorrência do El Niño, o fenômeno de aquecimento das águas do oceano Pacífico que bagunça todo o clima global. Por aqui, a hipótese é que o efeito enfraqueceria a brisa do Atlântico Sul, fazendo com que ainda menos umidade chegasse ao sertão nordestino. "Mas não parece haver relação direta entre as duas coisas. Um levantamento feito entre 1849 e 1985 mostra que, para 29 anos de El Niño, só 12 foram associados com secas na região", diz o pesquisador de clima José Antonio Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de Cachoeira Paulista (SP).
O sertão nordestino realmente recebe pouca chuva, concentrada principalmente nos meses de abril e maio. O índice médio fica entre 500 e 800 milímetros por ano - só para comparar, uma cidade como Brasília costuma ter 1 500 milímetros de chuva anualmente. As secas mais graves, que acontecem quando o índice médio cai pela metade, aparecem em registros históricos desde o século 16 e são comuns. Calcula-se que a cada 100 anos há entre 18 e 20 anos de falta de chuvas. Até agora, o século 20 foi um dos mais áridos, registrando nada menos que 27 anos de estiagem. A seca mais longa começou em 1979. Na "terra ardendo qual fogueira de São João", 50% do gado morreu por falta d’água, a desnutrição explodiu e milhares de pessoas morreram de sede e fome. O verde da plantação só começou a brotar novamente com o retorno das chuvas cinco anos depois, em 1983.
Forno natural Ventos fracos não levam ao sertão a umidade das regiões vizinhas 1. UMIDADE LOCALIZADA
O clima quente e a umidade abundante fazem da Amazônia a região mais úmida do país. A área de clima equatorial é cortada por rios volumosos que facilitam as constantes tempestades. Esse tipo de aguaceiro, porém, não tem força para chegar ao sertão nordestino. No máximo, os ventos úmidos alcançam o oeste do Maranhão. No resto do estado, o clima e a vegetação refletem a transição entre a floresta equatorial e a caatinga do semi-árido
2. SOPRO DESNUTRIDO
No litoral nordestino, o índice de chuvas é maior por causa da umidade que vem do oceano Atlântico. O mesmo vento poderia levar água para o sertão, já que o semi-árido nordestino não é cercado por cadeias de montanhas que barrem os ventos úmidos. Entretanto, a brisa marítima não é forte o suficiente para provocar chuvas numa região maior que os 100 quilômetros da faixa costeira
3. FRIO BLOQUEADO
Nas regiões Sul e Sudeste, as frentes frias que nascem no sul da América abaixam a temperatura rapidamente no inverno e causam torós poderosos na primavera e no verão. Entretanto, por causas de mudanças na circulação atmosférica, essas massas de ar ficam "presas" no Sul, descarregando toda a chuva nessa área. As frentes frias quase nunca chegam ao Nordeste — as mais intensas atingem o sul da Bahia, mas são pouco freqüentes
4. PROCURAM-SE RIOS
A parte mais afetada pela falta de chuvas é o chamado Polígono das Secas, uma área de mais de 1 milhão de km2, espalhados por oito estados nordestinos (só o Maranhão fica fora) e pelo norte de Minas Gerais. Nessa região, onde vivem 27 milhões de pessoas, não há rios cauladosos ou grandes lagoas capazes de fornecer umidade para provocar chuvas locais

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Réveillon

Réveillon pode referir-se a:
  • Réveillon -é chamado de Réveillon a virada de ano-novo. Tal nome é uma derivação do verbo francês réveiller, que significa "despertar".
  • Réveillon (Orne) - comuna francesa na região da Baixa Normandia.
  • Réveillon (Marne) - comuna francesa na região de Champanha-Ardenas.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Oração contra a corrupção

Senhor, vós que conhece o pensamento e as ações dos seres humanos, coloca nos corações dos políticos um pouco mais de verdade e temor, apagai de sua mente, toda maldade e toda ânsia de "roubar" os munícipes, fazei com que desistam de enganar a população, não agüentamos mais tantos escândalos patrocinados por eles até o momento.
Não permita senhor que novas tragédias sejam cometidas, em nome da democracia e do progresso.


Afaste-vos de nós todo político corrupto e “ladrão”

Não deixa senhor que alguns vereadores usem o legislativo a casa de leis para estudarem manobra de como “roubar” a população ajuda-nos a separar o Joio do trigo se é que ainda é possível mais não permita que a população perca as esperanças, Senhor. Precisamos crer que nas próximas eleições algo de bom possa ocorrer e que não tenhamos motivo para se lamentar.

Ajudai-nos, ó Senhor, a distinguir o joio do trigo, para que não venhamos, mais uma vez, dar poder a quem não merece e aqueles que estão destruindo o sonho de milhares de pessoas a ter uma cidade digna.

Senhor que nas próximas eleições os munícipes ainda tenham em suas mentes os últimos acontecimentos trágicos em nossa cidade e que possam lembrar-se dos nomes de todos aqueles que hoje estão sendo investigados pelo GAECO, para que assim possam dar o seu voto a homens dignos e honestos que com certeza tem em nossa cidade, não deixando que os corruptos continuem fazendo da política um cabide de emprego e “mamando nas tetas” do legislativo e nem do executivo, destruindo assim a historia da nossa cidade. 

Em nome de todos os munícipes amém. 

Read more: http://kdaverdade.blogspot.com/2011/03/vereadores-corruptos.html#ixzz2nVfi81lS

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

É mentira? Veja 14 indicadores de que a pessoa está mentindo

Thaís Sabino

"Mente aquele que diz que não mente", é assim que o perito em detectar mentiras e professor do Behavior Analysis Training Institute - instituto que treina a polícia americana para detecção de mentiras -, Wanderson Castilho, começa a entrevista ao Terra. Segundo ele, apesar do desprezo que todas as pessoas conservam pelos fatos que não condizem com a realidade, "quem nunca contou uma mentira?".
Talvez mentir não seja tão incômodo quando ouvir uma inverdade; mais do que isso, em casos policiais saber a verdade é fundamental. Além do polígrafo - detector de mentiras que mede pressão arterial, batimentos cardíacos, temperatura do corpo e dilatação da pupila - Castilho diz que descobrir quando alguém está mentindo se baseia em analisar os sinais emitidos pelo corpo deste indivíduo, tarefa que uma pessoa comum é capaz de fazer, se souber no que deve prestar atenção.
"Quando conversamos, mantemos um padrão. Pode falar rápido, devagar, alto ou baixo, mas sempre em um padrão. Quando a pessoa começa a mentir, este padrão muda", explicou. De acordo com o perito, o cérebro entra em um processo de criação. "Um exemplo é quando a namorada pergunta ao namorado: 'você saiu ontem à noite?' e ele, mesmo entendendo a pergunta, responde: 'o que?'". Esta pausa é o tempo que o cérebro encontrou para pensar em uma resposta.
Desviar o olhar, falar com muitas justificativas, mexer mãos e pés de forma frenética, mudar o tom de voz, entre outros sintomas, são indicativos de um mentiroso. O psiquiatra e diretor do Instituto de Neurolinguística Aplicada, Jairo Mancilha, explica que o corpo sempre é mais fiel à verdade do que a fala. "A fala é criada pelo consciente, mas os sinais do corpo são provocados pelo inconsciente e a pessoa não consegue controlar", disse ele.
"O cérebro não aceita a negação. É como: 'não pense em vermelho' e logo a pessoa pensa na cor vermelha. A mentira é uma negação à verdade que manifesta diversas alterações fisiológicas", acrescentou o perito em identificar mentirosos. O psiquiatra Mancilha reforça que não existe regra, mas alguns sinais são um alerta de que o indivíduo está mentindo; confira 14 indícios abaixo.
Desviar o olhar - Quando a pessoa mente, geralmente, tem dificuldade em manter o contato ocular com naturalidade, de acordo com o psiquiatra e diretor do Instituto de Neurolinguística Aplicada, Jairo Mancilha.
Olhar muito fixamente - Indivíduos que têm conhecimento de que o desvio do olhar é visto como sinal de mentira, podem fixar de forma exagerada os "olhos nos olhos" da outra pessoa. "Pessoas verdadeiras tentam transmitir a verdade, as mentirosas precisam convencer o outro a acreditar na história criada", afirmou o perito em detectar mentiras e professor do Behavior Analysis Training Institute, Wanderson Castilho.
Piscar - "Mentirosos tendem a dar piscadas mais longa", disse Castilho. Como efeito inconsciente, o cérebro em uma atitude de recusa ao que a pessoa está dizendo, provoca estas piscadas em que os olhos permanecem fechados por mais tempo do que o habitual, explicou o perito.
Voz - "O tom da voz perde a congruência, a voz não fica tão firme, pode ficar trêmula, cortada e sem fluidez", disse Mancilha. De acordo com Castilho, o tom de voz também pode ficar baixo e a fala ser projetada para dentro.
Mãos - Quando o organismo entra em estado de alerta, por nervoso ou ansiedade, a temperatura periférica tende a cair. Por isso, quando uma pessoa está mentindo pode ficar com as mãos e pés gelados, segundo Mancilha. Além disso, mãos trêmulas e agitadas também são indicadores da mentira, adicionou Castilho.
Pele - O nervosismo causado pelo ato de mentir pode alterar a cor e aparência da pele. "A pessoa pode ficar mais vermelha ou mais pálida", afirmou Mancilha. A sudorese repentina é outra característica da situação, segundo Castilho.
Fala - "Quem está mentindo dá mais rodeios, muitas justificativas, fala demais", caracterizou Mancilha. Quando alguém, que não tem o costume de ser prolixo, começa a demorar demais para chegar ao objetivo da conversa, existe chance de a história ser uma grande mentira.
Pausas - "A conversa está fluindo, de repente, um assunto faz a pessoa que está falando iniciar uma série de pausas na fala", exemplificou Castilho. De acordo com o perito, os intervalos podem indicar que o cérebro está criando as próximas informações.
Mãos nos bolsos - As mãos nos bolsos é um sinal de que a pessoa está escondendo algo, de que está fechada a dar ou receber informações, disse Castilho. As palmas das mãos abertas e viradas para a pessoa com quem se fala já indicam um sentimento muito mais tranquilo e confortável em relação ao assunto da conversa.
Olhar para o lado esquerdo - Para pessoas destras, o lado esquerdo é o da criação, portanto, quando uma pessoa é indagada e move os olhos para a esquerda, pode estar com a intenção de criar uma resposta, ou seja, uma mentira, explicou Castilho.
Olhar para o lado direito - Já olhar para o lado direito não é indício de mentira. De acordo com Castilho, o lado direito é o da memória, por isso, quando uma pessoa olha para a direita antes de falar, significa que está buscando informações na memória.
Saliva - Quando o corpo entra em alerta, por uma situação de estresse - que se aplica durante um relato mentiroso - o corpo para de produzir saliva e a pessoa começa a "engolir seco", disse Castilho. Isso varia de acordo com o nervosismo e tensão do mentiroso durante a fala, mas é comum que a boca fique seca, segundo o perito.
Coceiras - Outro sintoma da mentira é a coceira. O cérebro recusa a história falada e provoca estímulos que podem levar a mão à boca, ouvidos e cabeça. "É como se o cérebro transmitisse 'eu não quero falar isso', então a mão vai à boca; 'eu não quero ouvir isso', a mão passa pela orelha; ou 'eu não concordo com isso', e a pessoa coça a cabeça", explicou Castilho.
Face - De acordo com Castilho, a estratégia de análise da face é bastante usada para identificar mentirosos. Segundo ele, fala e feição devem estar congruentes, quando isso não ocorre, existe algo errado. "Uma pessoa que conta um evento como 'muito legal' não pode estar com uma face de desprezo ou tristeza. Se estiver, significa que o que ela está falando talvez não seja verdade", explicou.